Maestro Forró, Clube Misto Pão Duro e Maracatu Porto Rico são os homenageados do Carnaval 2016

Maestro Forró e Yalorixá Dona Elda. Foto: Divulgação.


O #BlogPautaPolítica está em ritmo carnavalesco e trazendo as boas informações para os nossos leitores. Conheça mais um pouco sobre os homenageados do Carnaval 2016 de Recife:

Clube Carnavalesco Misto Pão Duro - Fundado em 16 de março de 1916, a partir da brincadeira de um grupo de rapazes que aproveitavam a praia do Pina. Sentindo fome, saíram à procura de comida na padaria do bairro, mas lá só encontraram pão velho e duro. Sem opção, compraram o pão e saíram comendo. Um dos rapazes, fazendo graça, colocou um pão numa vara e saiu pulando e cantando pela rua. Foi aí que surgiu a ideia de criar a Troça Carnavalesca Pão Duro. Em 1917 a agremiação saiu pela primeira vez com um estandarte de lona pintado nas cores vermelha e verde, tendo ao centro um emblema com escudo de armas de Pernambuco e dois anjos ladeando um Pão. Foi em outubro de 1993 que a troça passou para a categoria de Clube Carnavalesco, arrastando cerca de 100 pessoas. A primeira sede do clube funcionou no bairro do Cabanga, mas atualmente se encontra no bairro de São José. A agremiação tem composições próprias, como a Marcha nº 1 Fogão, de Sergio Lisboa, e sua Marcha Regresso e A chave é um segredo, ambas compostas por José de Barros. Atualmente, o presidente do CCM Pão Duro é José Levino Xavier dos Santos, de 80 anos, que há cerca de 30 está à frente da agremiação.

Maracatu Nação Porto Rico - O Maracatu Nação Porto Rico, que este ano completa 100 anos, é outra homenageada do Carnaval do Recife. O grupo tem uma história de luta e de resistência. Devido a falta de incentivo e a forte repressão imposta às festas populares no país nos anos 50, o maracatu quase foi extinto. Ressurgiu na década seguinte sob a tutela de Zé Ferida, no bairro de Água Fria. No final dos anos 1970, com ações de fortalecimento do Movimento Negro, aos poucos as manifestações afrodescendentes foram ocupando mais espaço, e os maracatus de baque virado voltaram às ruas. Atualmente, sua Rainha, figura de máximo respeito no Maracatu, é a Yalorixá Dona Elda.

Maestro Forró - Músico, compositor e arranjador, fundador da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, Francisco Amâncio da Silva, o Maestro Forró, já foi agraciado com dois títulos culturais importantes do Estado e do País: a medalha Leão do Norte (2011) e a Ordem do Mérito Cultural (2012), respectivamente. Este ano, sua contribuição para a cultura será reconhecida pelos recifenses. Ele está entre os homenageados do Carnaval do Recife 2016. Aos cinco anos, Forró começou a se apresentar tocando zabumba ao lado do pai, Zé Amâncio do Coco. Nas ruas da Bomba do Hemetério, ele via os ensaios e desfiles dos maracatus Nação Elefante e Leão Coroado, além das apresentações da Tribo Canindé (caboclinho), do Reisado Imperial e outros grupos populares. Paralelamente, veio o primeiro contato com a música erudita: o irmão mais velho, Givanildo Amâncio (Maestro Gil), tornou-se pianista. Forró teve as primeiras aulas da linguagem acadêmica musical no Colégio Dom Vital, em Casa Amarela, onde fazia parte da banda de música. Nesta época surgiu o apelido "Forró". Antes mesmo da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério – seu trabalho mais famoso – o Maestro Forró já percorria diversos países como diretor musical, arranjador, compositor, ator e músico em inúmeros projetos.

Com informações da assessoria