Crescimento da criminalidade no Recife e no Estado de Pernambuco

"Pacto pela Vida do Recife: três anos de ineficiência"
afirma 
Silvio Costa Filho, deputado estadual.
O registro de 57 homicídios entre o Sábado de Zé Pereira e a Quarta-Feira de Cinzas está longe de ser um fato a ser comemorado, como fez as administrações do PSB à frente do Governo do Estado e da Prefeitura do Recife. Principalmente, depois que foram registradas 357 mortes no primeiro mês do ano, transformando janeiro de 2016 no mais violento dos últimos sete anos.

Juntos, o governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Júlio vêm conseguido retroceder numa das maiores conquistas da população nos últimos anos, o Pacto pela Vida, que em seu início representou uma importante redução dos índices de violência no Estado. Pernambuco, em 2015, registrou seu segundo ano consecutivo de alta na criminalidade, fechando o ano com 3.891 assassinatos, ou 357 casos há mais que 2014.

No Recife, onde o prefeito Geraldo Júlio criou o Pacto pela Vida Municipal, complementando o programa do Estado, as ações não apresentaram nenhum resultado efetivo, mostrando a completa ineficiência do Governo municipal. Desde o início de sua gestão, em 2013, até agora, os números de homicídios, consumo de drogas, assaltos a bancos e caixas eletrônicos, e a violência em geral só fizeram aumentar na cidade. Entre o primeiro ano de gestão do PSB à frente da Prefeitura do Recife até o ano passado os registros de homicídios no Recife cresceram 26,7%, revelando, mais uma vez, que as alardeadas medidas de combate à criminalidade são meras peças publicitárias.

Mesmo sabendo que a segurança pública é dever do Estado, os municípios têm papel fundamental na ajuda no combate à violência. Mas no Recife, as principais medidas adotadas pelo Governo Municipal ficaram distantes do que foi prometido. Das ações de prevenção social, as cinco unidades do Compaz, apontadas com as mais importantes do programa, não saíram do papel. Além disso, centros comunitários como o Bidu Krause, no Totó, por exemplo, foram abandonados pela Administração da Capital, retirando da população equipamentos para a prática de atividades esportivas e lazer. Em relação ao reforço da iluminação pública, implantação das câmaras de monitoramento e articulação com a sociedade civil e com as igrejas, também pouco foi feito, infelizmente, gerando uma grande frustração de expectativas na população.

O momento exige que o governador de Pernambuco e o prefeito do Recife tomem para si a responsabilidade pelo resgate do Pacto pela Vida, apresentando uma nova dinâmica para o programa. Estamos à disposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco para iniciar um amplo debate com a sociedade pernambucana sobre o programa e discutir medidas efetivas para reduzir a criminalidade no Estado.

Com informações da assessoria