"A Economia da Cultura" por César Ramos

Tem gente que não gosta do carnaval e prefere ir à praia, descansar em casa ou ir pro retiro espiritual. Como dizia o apóstolo São Paulo: "Um faz distinção entre dia e dia; outro, porém, considera iguais todos os dias. Cada um proceda segundo sua opinião (1)." Gostos a parte, o que deveria ser unanimidade é o resultado econômico que o carnaval propicia. O caso de Olinda é emblemático. Mesmo tendo investido R$ 9 milhões o retorno econômico foi extraordinário.

O turismo cultural é uma forma moderna de gerar emprego, arrecadar impostos e valorizar as tradições histórica de um lugar. O turista que vem no carnaval costuma voltar outras vezes e acaba movimentado a economia e gerando empregos em todos os setores. Do vendedor de água mineral a grande rede hoteleira a externalidade positiva com os festejos carnavalescos é socialmente distribuídos.

Claro que uma política pública de fomento às atividades culturais ao longo de todo o ano devem acontecer bem como a captação de patrocínios junto aos grandes setores lucrativos (Hotéis, transporte, bebidas) a fim de mitigar os investimentos públicos devem ser buscados, mas os números mostram que o carnaval, além de ser uma das maiores manifestações populares do mundo é também uma forma gerar emprego e renda.

Na contramão de tudo isso, o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, enterrou este ano o carnaval de Jaboatão. A cidade fantasma durante dos 5 dias de folia foi salva graças a insistência de alguns blocos que mesmo sem apoio alegraram alguns bairros da cidade.

Fontes: (1) Romanos 14:5; (2) Balanço do Carnaval de Olinda - Prefeitura: https://goo.gl/4uKF7V; e (3) Balanço do Carnaval de Olinda - G1: https://goo.gl/sgxiL4.