Oposição condena radicalização e pede reabertura do diálogo entre governo e Associação de Cabos e Soldados

A Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) condena a expulsão do presidente e vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE), Alberisson Carlos da Silva e Nadelson Leite Costa, e se solidariza com os dirigentes diante de mais um ato de autoritarismo adotado pela Secretaria de Defesa Social e pelo Governo do Estado de Pernambuco contra a categoria de policiais e bombeiros militares.

A Oposição lembra que, em um regime democrático, é facultada a todos o direito à ampla defesa, o que, nesse caso, não ocorreu. A Oposição defende o restabelecimento do diálogo entre os representantes da Secretaria de Defesa Social e do Comando Militar e as associações militares como forma de reverter o atual quadro de tensão vivido na corporação. Para isso, é fundamental que o governo possa reabrir a mesa de negociação com a categoria.

Os primeiros cinco meses deste ano foram os mais violentos de todo o Pacto pela Vida, com crescimento de 44% nos casos de homicídios em relação ao mesmo período de 2016. Ao todo, nesses 251 dias foram contabilizados 2.495 assassinatos, 52.241 crimes violentos contra o patrimônio, 13.346 casos de violência contra a mulher e 826 estupros.

Os parlamentares da bancada condenam a radicalização e se coloca à disposição do governo para ajudar a construir uma saída para a atual crise na segurança pública do Estado. A Oposição já apresentou uma série de sugestões ao governo, a exemplo da Frente Parlamentar da Segurança Pública; do gabinete de crise; da proposta de criação de dois assentos para o Poder Legislativo no comitê gestor do Pacto pela Vida; da intensificação do diálogo com as prefeituras, da ampliação da parceria com o Governo Federal na fiscalização nas divisas e do incremento da política de combate ao tráfico e prevenção ao consumo de crack.

A Bancada de Oposição vai acompanhar os desdobramentos desse processo, mas faz um apelo ao governador Paulo Câmara e ao secretário Angelo Gioia para que reavaliem a decisão. O momento é de união de forças para o combate à criminalidade e ao crescimento da violência e o resgate da transparência e do debate com a sociedade, princípios essenciais do Pacto pela Vida, são fundamentais para construir uma saída para o quadro em que mergulhamos nos últimos três anos.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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