Vereadora Marília Arraes é cotada para disputar o governo de Pernambuco pelo PT

Foto: Eliana Viana
Petistas defendem candidatura própria ao governo de Pernambuco em posse das novas direções Estadual e Municipal

Em solenidade prestigiada pelos principais nomes que fazem a legenda no Estado de Pernambuco, o Partido dos Trabalhadores empossou, na noite desta quarta-feira (28) os novos integrantes de seus Diretórios Estadual e Municipal do Recife. O advogado Bruno Ribeiro foi reconduzido à Presidência do Diretório Estadual, ao passo que o ex-vereador Osmar Ricardo assumiu a Presidência do Diretório Municipal do Recife, sucedendo seu irmão, Oscar Barreto.

A unidade em torno da candidatura de Lula à presidência, bem como a defesa de candidatura própria ao governo de Pernambuco, em 2018, deram o tom dos discursos tanto de Bruno Ribeiro quanto de Osmar Ricardo que não pouparam críticas ao governo Paulo Câmara e ao PSB, que foi chamado pelo novo presidente do PT Recife de "Partido que se diz Socialista Brasileiro". Já Bruno Ribeiro reservou suas críticas mais contundentes ao governo Temer e àqueles que ocupam cargos em seu governo de incessantes ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários.

Os discursos dos dirigentes petistas em defesa de candidatura própria ao governo de Pernambuco e que foram bastante aplaudidos pelos presentes, destoam das notas que têm saído em alguns blogs e colunas locais e devem ter decepcionado o deputado Humberto Cavalcanti, do PTB, que esteve presente ao evento, partido que, apesar de compor a base de apoio de Michel Temer e de votar sistematicamente contra os trabalhadores, aprovando todos os projetos enviados por Temer ao Congresso, ainda nutre esperanças de que o PT deixe de lançar candidatura própria para apoiar o senador Armando Monteiro ao governo de Pernambuco.

A defesa da candidatura própria petista tem ganhado ainda mais força com o crescimento da aceitação do nome da vereadora Marília Arraes como possível pré-candidata da legenda para o governo de Pernambuco em 2018, já que a rejeição aos nomes de Paulo Câmara e de Armando Monteiro por suas proximidades com o governo Temer, dentre outros complicadores, acentuam-se a cada dia.

Fonte: Noelia Brito