Diagnóstico da Oposição mostra que 2017 foi o pior ano de Pernambuco

A Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) percorreu, neste ano de 2017, mais de 5 mil quilômetros, visitou nove microrregiões do Estado e realizou oito reuniões plenárias, ouvindo cerca de 3.500 pessoas do Litoral ao Sertão pernambucano. Ao todo, foram visitados cerca de 100 equipamentos públicos, entre hospitais, UPAs, delegacias, batalhões da Polícia Militar, além de uma série de obras paradas ou sequer iniciadas. O programa, batizado de Pernambuco de Verdade, proporcionou a realização de um diagnóstico dos principais problemas enfrentados pelos pernambucanos, as informações foram apresentadas pelos deputados Silvio Costa Filho (PRB) e Joel da Harpa (Podemos), líder e vice-líder da Oposição, Bancada, em nome dos demais integrantes da Bancada.

Entre os principais problemas encontrados e debatidos com a população nas plenárias do Pernambuco de Verdade estiveram sempre presentes o crescimento da violência, o aumento do desemprego, a paralisação de obras públicas, a redução nos investimentos públicos e as ações da Polícia Federal envolvendo integrantes do Governo.

O crescimento da violência e a estagnação do Pacto pela Vida talvez seja o problema que a população mais sinta na pele. Até o mês de novembro foram registrados 5.030 assassinatos, o que já configura o ano mais violento da história do Estado. “Se o problema é nacional, como alega o governo Paulo Câmara, como Alagoas, Paraíba e Piauí vêm conseguindo reduzir os índices de criminalidade”, questionou Silvio Costa Filho.

O déficit de policiais nos principais batalhões visitados pela oposição explica, em parte, o crescimento da criminalidade, mas a insegurança está relacionada também à falta de diálogo com a sociedade e com a corporação. “O que identificamos é que o governo perdeu a interlocução com a corporação, em virtude das ações autoritárias adotadas desde o início da gestão”, destacou Joel da Harpa.

Também são recorrentes as queixas relacionadas à saúde: superlotação da rede pública de saúde, falta de insumos básicos e medicamentos, além da dificuldade de marcação de consultas e cirurgias eletivas. O retrato foi o mesmo, do Hospital Belarmino Correia (Goiana), ao Dom Malan (Petrolina), passando pelo Dom Moura (Garanhuns) e Hospital Geral do Agreste (Caruaru), entre outros.

O Estado apresenta ainda uma das piores taxas de investimento do Nordeste. Nos últimos 12 meses, por exemplo, Pernambuco investiu 5,5% da receita corrente líquida, metade do que investiram Ceará (12,5%), Piauí (11,5%) e Bahia (11,4%). Esse desempenho tem reflexo direto na paralisação de obras públicas, que segundo relatório do TCE são mais de 1.500 em todo o Estado.

“Tivemos um ano difícil para Pernambuco em 2017, mas continuaremos trabalhando com a mesma disposição, seriedade, compromisso e respeito pelas pessoas. Nós da Bancada de Oposição nos colocamos à disposição do Governo de Pernambuco para contribuir sempre que os interesses do Estado e do povo de pernambucano estiverem em pauta”, concluiu Silvio.

Fonte: Assessoria de Imprensa