Lucro ajustado do Banco do Brasil é de R$ 13,5 bilhões em 2018


O Banco do Brasil divulgou nesta quinta-feira (14) o lucro ajustado do quarto trimestre de 2018, de R$ 3,8 bilhões. O valor é 20,6% maior se comparado ao quarto trimestre de 2017, de R$ 3,2 bilhões e 13,0% superior ao 3T18. O RPSL do trimestre alcançou 16,3% ante 14,5% no 4T17. A especialização do atendimento e o avanço da estratégia digital influenciaram o desempenho positivo das rendas de tarifas, qualidade do crédito e controle das despesas administrativas.

Crédito e Qualidade - A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 697,3 bilhões e cresceu 1,8% em 12 meses. A carteira de crédito ampliada PJ cresceu 0,7% em relação ao trimestre anterior. Destaque para a carteira de MPE que voltou a crescer após 15 trimestres consecutivos de queda, alcançando R$ 39,5 bilhões, aumento de 1,2% sobre Setembro/18. A estratégia para MPE é de crescer principalmente nas linhas de capital de giro e recebíveis, com prazos mais curtos e adesão de garantias.

A carteira PF orgânica, por sua vez, cresceu 7,6% em 12 meses (R$ 13,4 bilhões), fruto do desempenho positivo em crédito consignado (R$ 3,8 bilhões), da alta de 8,7% do financiamento imobiliário (R$ 3,9 bilhões) e crescimento de 13,7% nas operações de cartão de crédito. Faz parte da estratégia do BB crescer nas linhas com melhor relação risco/retorno. Nesse sentido, destaque também para o empréstimo pessoal, que cresceu 55,2% em 2018 e alcançou R$ 7,3 bilhões, resultado da evolução da estratégia de oferta de crédito não consignado.

A carteira rural apresentou desempenho positivo de 5,6% na comparação anual (R$ 8,9 bilhões), com destaque para a carteira de FCO Rural (R$ 4,0 bilhões), investimento agropecuário (R$ 3,5 bilhões) e custeio agropecuário (R$ 1,7 bilhão).

O índice de inadimplência (Inad+90) continua em queda, e alcançou 2,53% em dezembro/18, abaixo do Sistema Financeiro Nacional. O índice de cobertura alcançou 211,6%.

A despesa de PCLD líquida, que conta com a recuperação de crédito diminuiu 29,2% na comparação com 2017, alcançando R$ 14,2 bilhões no ano, motivada pela melhor qualidade na originação de crédito.

Despesas Administrativas sob controle, com crescimento de 0,6% no ano - As despesas administrativas cresceram abaixo da inflação, resultando em um índice de eficiência de 38,5% em 2018. Esse indicador era 39,7% em 2016.

Segmentação e melhor experiência do cliente incrementam receitas com prestação de serviços - Em 2018 as receitas com prestação de serviços cresceram 5,8% na comparação com 2017, alcançando R$ 27,5 bilhões. Esse desempenho foi resultado da especialização do atendimento ao cliente e da transformação digital pela qual o BB vem passando nos últimos anos, com a oferta de produtos e serviços modernos e adequados ao perfil de cada cliente.

Índice de Basiléia atinge 18,9% - O índice de Basileia atingiu 18,9% em dezembro de 2018. O índice de capital nível I chegou a 13,4%, sendo 10,0% de capital principal e o patrimônio de referência alcançou R$ 134,2 bilhões. O foco está na geração orgânica de capital, pelo crescimento do crédito em linhas com menor consumo de capital e mais atrativas sob o critério retorno versus risco.

Ação se valoriza 52,4% em 2018 - As ações do Banco (BBAS3) se valorizaram 52,4% em 2018, fruto da melhoria das expectativas econômicas e do desempenho do Banco no ano. Apenas em 2019, as ações já se valorizaram 12%.

Novo aplicativo é lançado em fevereiro - O novo app traz uma série de melhorias e novas funcionalidades, como eventos de conta corrente e cartão de crédito categorizados por perfil logo na primeira tela, unificação dos apps Ourocard e Investimentos, botões para acesso rápido na tela inicial e possibilidade de personalização do aplicativo. As transações via mobile já representam 60,9% do total.