Daniel Coelho: “Instalação de usina nuclear em Pernambuco é um retrocesso”

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Diante da retomada do debate e o interesse de empresas na instalação de uma usina nuclear em Itacuruba, sertão pernambucano, o deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) solicitou à Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara dos Deputados que estude a possibilidade de criar um grupo de trabalho para acompanhar o caso. Na visão do parlamentar, a volta desse debate é um retrocesso que precisa ser acompanhado com atenção.

“Nós estamos atentos ao que ocorre no Estado de Pernambuco e, se for necessário, gostaria de solicitar que fosse criado um grupo de trabalho, uma comissão para acompanhar esse debate sobre a energia nuclear no Estado de Pernambuco”, destacou, em discurso nesta terça-feira.

Em 2011, quando havia um forte debate a respeito do mesmo tema, Daniel Coelho - à época, deputado estadual - já alertava sobre os riscos ambientais e para a população que o empreendimento poderia causar. “Em 2001, esse debate foi interrompido quando houve o vazamento da usina nuclear no Japão, em Fukushima. Aquilo trouxe quase que um consenso à sociedade pernambucana sobre os efeitos e o perigo que nós temos para o meio ambiente e para a saúde da população, na instalação de uma usina nuclear no sertão do nosso Estado”, destacou.


Com o retorno do debate, Daniel espera que haja mobilização da sociedade e que mais uma vez o bom senso prevaleça. “Mais uma vez, as pastorais no interior, a Igreja Católica, os movimentos ambientalistas estão preocupados. A gente sabe, inclusive, que os efeitos e os riscos que uma usina nuclear traz também a Estados vizinhos. É extremamente preocupante”, frisou.

De acordo com o líder do Cidadania, Pernambuco tem avançado no uso de energia limpa e não há porque retroceder neste sentido. “O que a gente espera é que, como aconteceu em 2011, haja bom senso também agora. Pernambuco e o povo não querem uma usina nuclear em nosso Estado. Nós temos um avanço na energia solar, na energia eólica, Pernambuco tem avançado neste sentido ao longo dos últimos anos e nós temos que apostar na produção de energia limpa e segura para a população e não num retrocesso e na volta da energia nuclear”, finalizou.

Fonte: Assessoria de Imprensa