Rede da Campanha divulga carta aberta "O Brasil precisa abrir escolas, não fechá-las"

Foto: Fanpage do O Mal Educado

CARTA ABERTA À SOCIEDADE BRASILEIRA: O Brasil precisa abrir escolas, não fechá-las

Brasil, 30 de novembro de 2015

O direito à educação está distante de ser consagrado no Brasil. Mais de 3,5 milhões de crianças e adolescentes, de 4 a 17 anos, estão fora da escola. Segundo a Constituição Federal, com o advento da Emenda 59/2009, todos os brasileiros nessa faixa-etária devem estar matriculados até 2016 – e dificilmente isso ocorrerá. Além das demandas estabelecidas pela Carta Magna, até 2024, o Plano Nacional de Educação (PNE) determina a necessidade de criação e manutenção de mais de 3,4 milhões de matrículas em creche e mais de 13 milhões de matrículas para a alfabetização de jovens e adultos.

Os desafios nacionais são enormes, advém de dívidas sociais históricas e precisam ser enfrentados. A educação é um direito fundamental, parte essencial da cidadania e está listada como o primeiro direito social no artigo sexto da Constituição Federal.

Consagrar o direito à educação exige a abertura de escolas, além da qualificação urgente das matrículas, com a garantia de um padrão mínimo de qualidade – conforme determina o PNE por meio do Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) e demanda o parágrafo primeiro do artigo 211 da Carta Magna. Em vez disso, em todo território nacional, é verificado o fechamento de turmas e escolas, da creche ao ensino médio, nas cidades e no campo, com forte ênfase na Educação de Jovens e Adultos (EJA). E essa medida contraproducente e arbitrária tem sido empreendida em processos administrativos impostos às comunidades escolares, alheios às questões pedagógicas.

A proposta de reorganização de escolas no estado de São Paulo é mais um exemplo dessa lógica perversa que se espalha pelo Brasil. Não foi debatida junto às comunidades escolares, tampouco com a comunidade educacional e com a sociedade paulista. Pela falta de critérios técnicos e de um documento público que justifique a medida, tudo indica que é uma ação orientada à redução de custos e de desresponsabilização do Estado com a oferta de matrículas, pressionando a transferência de responsabilidades aos municípios.

Diante desse fato, a rede da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que há 16 anos luta ininterruptamente pela garantia do direito à educação no país, manifesta seu apoio aos estudantes paulistas que ocupam suas escolas, legitimamente amparados pelo sistema de justiça, que até aqui tem negado – quase sempre – os pedidos de reintegração de posse ao Governo do Estado. Os estudantes estão dando uma verdadeira aula de cidadania e luta pelo direito à educação.

Desse modo, a Campanha repudia o fechamento arbitrário de mais de 90 escolas públicas no Estado de São Paulo, sob o argumento de uma “reorganização” baseada na separação das escolas por nível de ensino. E reitera que é inaceitável o fato de que não foram amplamente divulgadas as justificativas técnicas que embasam estruturalmente a proposta. Até o momento, graças à Lei de Acesso à Informação, apenas veículos de imprensa tiveram acesso a essas informações. E segundo consta, elas evidenciam a ausência de racionalidade pedagógica.

A posição da Campanha Nacional pelo Direito à Educação no caso de São Paulo, e em qualquer processo que resultará no fechamento de escolas em qualquer lugar do Brasil, é consonante com o princípio de respeito às opiniões das crianças e dos adolescentes no que se refere a seus direitos e com as premissas do direito à educação estabelecidas nos principais documentos de direitos humanos internacionais, em especial com os artigos 12, 15, 28 e 29 da Convenção dos Direitos da Criança da ONU. Todos esses ditames estão refletidos na legislação brasileira no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA e também com as metas e estratégias contidas no Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/14), afora o direito fundamental à participação asseverado na Constituição Federal. A negociação e as consultas devem também ser prática corrente no tocante ao fechamento de escolas e turmas da modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA), na qual, desafortunadamente, o encerramento de matrículas é prática frequente. E isso explica o fato de o Brasil ter mais 13 milhões de analfabetos com mais de 15 anos.

Mais do que fechar cerca de 90 escolas, a atual proposta de “reorganização” do ensino atingirá mais de 1.500 estabelecimentos, prejudicando estudantes, suas famílias e milhares de profissionais da educação. A análise dos poucos dados existentes demonstra que seria possível reorganizar escolas, porém negociando com todos os envolvidos, sem fechar estabelecimentos. É isso que se espera da gestão pública: promover direitos, não limitá-los. A Campanha Nacional pelo Direito à Educação sugere, portanto, aos estudantes e ao Governo do Estado de São Paulo, esse caminho: nenhuma escola deve ser fechada. Ao contrário, todas devem ser melhor geridas, de modo democrático.

Ao visitar as ocupações e dialogar com os estudantes, a rede da Campanha Nacional pelo Direito à Educação externa sua preocupação com a forma como se dá a presença da Polícia Militar nas unidades escolares ocupadas. Já ocorreram conflitos e há risco constante de que os estudantes sejam vítimas de acuamento e atos violência. Qualquer tentativa de calar os alunos ou as comunidades escolares por meio da intimidação ou da força só aumenta a violação dos direitos humanos. Ademais, desnuda a forma truculenta como o Governo do Estado de São Paulo tem tratado do assunto, em um jogo incansável de contrainformação, tentando jogar estudantes contra professores e pais contra alunos por meio de pressão de ordem administrativa. Nesse momento, é preciso diálogo, com base na promoção dos direitos educacionais.

Alinhada com os posicionamentos públicos das faculdades de educação da USP, UFSCar, Unicamp e com o colegiado da Unifesp, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação insiste que o problema que se enfrenta em São Paulo deve chamar a atenção de todo país.

Entre 2002 e 2014, mais de 40,7 mil escolas do campo foram fechadas. Apenas em 2014, segundo análise do Censo Escolar produzida pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), 4 mil escolas do campo foram fechadas. A Bahia (872 unidades), o Maranhão (407) e o Piauí (377) lideraram o fechamento de escolas nas áreas rurais em 2014. Inclusive, fica evidente a necessidade de legislação para tratar do assunto, no âmbito das diretrizes e base da educação nacional. O país deve evitar e problematizar o fechamento de escolas.

Ao estabelecer contato com os jovens e adolescentes que ocupam suas unidades escolares e ao analisar o cenário brasileiro, a rede da Campanha Nacional pelo Direito à Educação manifesta seu apoio integral aos estudantes que ocupam centenas de escolas paulistas, não apenas defendendo seu direito à matrícula e à manutenção de suas unidades escolares, mas também reivindicando estabelecimentos públicos que ofertem qualidade da educação. Que suas lutas inspirem todo o Brasil a debater, com profundidade, as políticas educacionais, constrangendo e encerrando a prática equivocada do fechamento de escolas.

CAMPANHA NACIONAL PELO DIREITO À EDUCAÇÃO

PDT debate sobre Identidade Política e Ética Partidária no Recife


Na próxima terça-feira, dia 1º de dezembro, a executiva municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT) promove a palestra "Identidade Política e Ética Partidária", com o professor e cientista político Michel Zaidan. O evento será aberto ao público e começará ás 18h na sede do PDT, na Avenida João de Barros, nº 326, no bairro da Boa Vista, em Recife.

Com informações da assessoria

Pré-Carnaval de Salvador terá dois dias em 2016

Sucesso em 2015, o pré-Carnaval de Salvador ganha mais um dia em 2016 e será realizado em 30 e 31 de janeiro, na Barra. Esta foi uma das novidades anunciadas pelo prefeito ACM Neto, em coletiva realizada nesta terça-feira (24) sobre a edição da festa no próximo ano, que tem como tema “Vem curtir a rua”. No mesmo período, também haverá pré-folia em outros cinco bairros da cidade.

Além do domingo do Furdunço, que estreou em 2014 com a proposta de valorizar as apresentações de chão com fanfarras e bandinhas, o folião vai curtir também o sábado com o Fuzuê. A atração levará ao público uma espécie de Carnaval acústico, com bandas de sopro, percussão e batucada e vai desfilar no chão, sem veículo de som e sem cordas, fazendo uma releitura das festas de época e trazendo ainda mais pessoas para curtir a rua.

Tanto o Fuzuê, no dia 30 de janeiro, como o Furdunço, no dia 31 de janeiro, contam com atrações gratuitas e sem corda, trazendo pessoas de todas as idades e gostos musicais para as ruas da cidade, promovendo a irreverência e animação antecipada aos foliões e amantes do Carnaval de Salvador. Os desfiles acontecem a partir das 15h.

Participam do Fuzuê os grupos culturais Jacú, Barão, Saku, Cheio, Pierrô de Plataforma, Paraoano Sai Milhó, Kori Efan, As Kuviteiras, Mutantes, Ganhadeiras de Itapoã, Commanches, Mascarados de Maragogipe. Já as atrações para o Furdunço estão em fase de escolha. As bandas e grupos musicais têm até o dia 27 de novembro para se candidatar participar do evento. Os detalhes sobre o edital de chamamento podem ser vistos no site www.compras.salvador.ba.gov.br.

Novo circuito - Para a realização dos dois eventos foi oficializado um novo circuito, que se estende do Clube Espanhol ao Largo do Farol da Barra, cortando a Avenida Oceânica. O trecho leva o nome de Orlando Tapajós, em homenagem ao artista que revolucionou a estética do trio elétrico. “Tenho muita satisfação em ser homenageado pela Prefeitura com esse circuito. Em 2016 completo 60 anos de Carnaval, sendo que minha mãe dizia que desde que nasci curto a festa. Mesmo com 82 anos, ainda estou indo para a rua”, ressaltou Tapajós, que também estava presente na coletiva.

Outras localidades - Também no dia 30 de janeiro a festa acontece no Imbuí, Ribeira, São Cristóvão, Stella Mares e Pituba, que recebem mascarados, crianças fantasiadas e famílias inteiras em algumas de suas principais ruas para festejar e interagir. Os eventos contarão com cerca de mil pessoas em cada bairro e terá atrações musicais de chão, prometendo grande animação. O Imbuí repete a folia também no dia 31.

Com informações da Ascom da SECULT

Número de assassinatos em Pernambuco já supera o total de 2014


A Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) chama a atenção do Governo do Estado e da sociedade pernambucana para o alarmante crescimento da violência no Estado. Esta semana, ainda no mês de novembro, Pernambuco já superou o total de homicídios registrado em todo o ano de 2014.

É grave ainda constatar que, em um ano de administração Paulo Câmara, nosso Estado regrediu seis anos no combate à violência, tendo em vista que dada a média atual de 350 mortes por mês, estarmos caminhando para fechar 2015 com um total de 4.200 assassinatos, mais que os 4.018 casos registrados em 2009, terceiro ano do Pacto pela Vida.

Chama ainda a atenção o alto índice de mortes por armas de fogo, que representam mais de 80% dos homicídios violentos registrados no Estado, apesar de todo investimento em mídia sobre a campanha pernambucana em prol do desarmamento da população. Armas brancas e outros tipos de objetos representam os 20% restantes.

Até o último dia 22 deste mês foram registrados 3.431 assassinatos em Pernambuco, ante os 3.433 casos registrados durante todo o ano de 2014. Quando os números de segunda-feira (23) a esta quinta (26) entrarem no sistema, o que deve acontecer nos próximos dias, o número de registros do ano passado já terá sido ultrapassado em cerca de 30 casos, já que este mês a média de crimes violentos vem sendo de 11 por dia.

O Recife, que ganhou visibilidade na propaganda e nas redes sociais do Governo e da Prefeitura como a Capital mais segura do Nordeste, responde hoje por cerca de 15% das mortes violentas registradas no Estado. Até o último domingo, a Capital pernambucana registrava 50 casos a mais que o mesmo período de 2014, num crescimento de 10%.

Desde de o início do ano, a Bancada de Oposição na Alepe vem chamando a atenção para a escalada da violência no Estado e para a necessidade de rediscutir o Pacto pela Vida com a sociedade, o Governo do Estado e o Poder Judiciário para que se possa devolver o clima de segurança às cidades pernambucanas.

Entendemos que a saída para a atual crise da segurança passa, necessariamente, pela valorização das policias, dos profissionais, dos serviços de inteligência, do combate às drogas e pela requalificação das delegacias e reaparelhamento do efetivo policial. Para contribuir com a solução deste problema, que aflige a população pernambucana, a Bancada de Oposição vai realizar, na próxima segunda-feira (30), reunião pública para discutir os caminhos para a repactuação do combate à violência no Estado e o resgate do Pacto pela Vida, reconhecidamente um programa que conseguiu êxito em seu início, mas que perdeu sua essência nos últimos dois anos.

*Silvio Costa Filho, líder da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco

Vereadores eleitos para Parlamento Jovem do Recife tomam posse na Câmara

Nesta sexta-feira (20), a juventude tomou conta do plenário da Casa de José Mariano. Numa cerimônia que reuniu autoridades, pais e amigos, os 39 eleitos para o 6º Parlamento Jovem da Câmara do Recife tomaram posse e discursaram na tribuna. O autor do requerimento da iniciativa foi o vereador Wanderson Florêncio (PSDB), que participou da mesa do evento. Os jovens parlamentares foram eleitos para um ano de mandato.

A cerimônia foi iniciada pelo presidente de honra do projeto, Moisés Alexandre. “Mais de duzentas entidades foram convocadas a participar do Parlamento. Cada jovem irá apresentar, com seu ano de mandato, um projeto de lei na Casa de José Mariano que pode beneficiar a população jovem do Recife”. Em seguida, falou a presidente da última edição do Parlamento Jovem, Priscila Prestes. “Depois de ter passado por seis edições do parlamento, fico feliz de estar aqui. Todas as pessoas foram escolhidas de forma justa. Não é preciso ter sangue azul para participar. É preciso vontade política”.

Priscila Prestes assumiu a presidência da mesa que conduziu os trabalhos do evento antes da posse da nova mesa diretora do Parlamento. Primeiramente, ela passou a palavra a Wanderson Florêncio.

O parlamentar fez um breve histórico de sua trajetória e destacou a importância de conduzir democraticamente o projeto. “Quando tivemos a iniciativa de tocar o Parlamento Jovem, tivemos a preocupação de que fosse um processo transparente e democrático. Vocês exercitaram tudo o que se faz necessário para uma participação política: se inscreveram através de uma entidade, participaram de uma seleção. Depois passaram por um momento de decisão de sua representação, que foi a escolha da mesa. Vocês agora têm o direito de frequentar o plenário desta Casa, se reunir, fazer a pauta de vocês. E ir mais além: apresentar um projeto de lei que pode fazer parte do arcabouço jurídico do Recife”.

Também participante da mesa, o secretário-executivo de Juventude e Qualificação Profissional do Recife, Darlan Sampaio, garantiu que a pasta está a serviço dos jovens parlamentares. “Queria dizer, em nome do secretário Jayme Asfora, que a Secretaria de Juventude está à disposição de todos vocês para que a gente possa ajudar vocês na construção dessa política de juventude para a cidade do Recife. Parabéns a todos”.

O secretário-executivo de Políticas para a Criança e a Juventude do Governo do Estado, João Suassuna, celebrou a consolidação do processo que elegeu os jovens vereadores. “Hoje é um dia de grande alegria. Temos que quebrar o estigma de que só quer entrar na política pessoas que não prestam. Vocês vão crescer aqui de forma pessoal e profissional. Vão contribuir com a Casa de José Mariano e com a minha querida população recifense”.

O deputado estadual Ossesio Silva (PRB), que acompanhou o processo eleitoral do Parlamento Jovem, saudou as qualidades da juventude na política. “Dizem que o jovem é inconsequente. Mas o jovem não tem medo de nada e isso é importante, porque é daí que saem as novidades. É essa maneira ousada e corajosa que nos traz coisas maravilhosas”. O deputado lembrou a passagem do Dia Nacional da Consciência Negra, também celebrado no dia 20 de novembro, e pediu um minuto de silêncio em comemoração à data.

A presidente da Comissão de Juventude da Câmara, a vereadora Isabella de Roldão (PDT), também citou o Dia da Consciência Negra. “Vocês tomam posse numa data extremamente importante e estão parabéns. Façam um brilhante mandato e sintam um pouco dessa responsabilidade de representação. O futuro do país está nas mãos de todos nós. E vocês, jovens, com toda essa garra, têm mais é que enfrentar essa dificuldade. A participação na política é essencial”.

O vereador Alfredo Santana (PRB) prestou votos de sucesso aos eleitos. “Eu queria parabenizar todos os vereadores quem compõem esta legislatura do Parlamento Jovem. Desejo sucesso e que vocês obtenham êxito. Não é fácil viver numa cidade de quase 500 anos, mas onde ainda dói ver, sobretudo quando chegamos nas comunidades carentes, os nossos jovens sendo usados pelo tráfico”.

O ex-parlamentar jovem do Recife e atual vereador do município de Abreu e Lima, Éden Pedro (PDT), contou sobre sua experiência e incentivou os novos representantes. “Eu não venho de família política, tudo o que consegui foi na marra. Carreguei bandeira entreguei santinho. O Parlamento desta Casa só tem a ganhar com vocês. Lutem pelo Recife e pelos ideais que vocês têm. Lutem por uma cidade melhor”.

Priscila Prestes conduziu a diplomação dos 39 jovens parlamentares. Em seguida, os membros da nova mesa diretora assumiram seus assentos e o novo presidente, Victor Ferreira, passou a chamar os jovens vereadores para que fossem feitos os pronunciamentos na tribuna. Cada um deles teve direito a três minutos de discurso.

Em sua própria intervenção, Victor Ferreira falou sobre a expectativa de seu mandato e do papel da mesa diretora do Parlamento Jovem. “Quero agradecer a confiança de todos e todas. Vamos fazer um mandato propositivo e acima de tudo transparente e democrático. Temos uma missão e vamos cumpri-la. A expectativa é grande. Vamos fazer o possível, e mais do que isso, para concretizar os anseios”.

Com o encerramento do evento pelo vereador Wanderson Florêncio, uma foto coletiva dos jovens parlamentares e seus familiares registrou a celebração pela posse.

Com informações da Ascom / CMR

Oposição fiscaliza obras paralisadas no Sertão do Moxotó pernambucano


Os deputados da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) cumpriram agenda, na manhã desta sexta-feira (20), nas cidades de Arcoverde e Buíque, no Sertão do Moxotó. Participaram da comitiva os deputados Silvio Costa Filho (PTB), líder da Oposição; Julio Cavalcanti (PTB), natural da região; José Humberto Cavalcanti (PTB), Augusto César (PTB) e Edilson Silva (Psol).

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos parlamentares foi as condições precárias do Hospital Regional de Arcoverde (HRA), única emergência da região, responsável pelo atendimento da população de 13 municípios. “São frequentes as queixas de falta de medicamentos, profissionais e materiais para o atendimento, o que infelizmente tem sido muito comum na saúde pública de Pernambuco, que se encontra hoje em situação de colapso. Vamos discutir o caso do HRA em audiência pública na Assembleia”, adiantou o líder da Bancada de Oposição, Silvio Costa Filho.

Hoje, segundo relato dos profissionais do hospital, a unidade funcionando acima da sua capacidade. Por dia são atendidos de 500 a 600 pacientes, o que vem provocando superlotação da recepção e longa espera pelo atendimento, como foi verificado durante a visita.

Outra queixa da população e dos funcionários da única emergência da região é a falta de diálogo com o gestor da unidade, Júlio Reis de Lima, que se recusou a receber os deputados. Segundo pacientes que aguardavam atendimento, ele teria saído por uma porta privativa de seu gabinete, que segundo a população é prática comum do gestor.

A programação teve início em Arcoverde, no terreno que deveria abrigar o Corpo de Bombeiros da região. Prometida desde 2013, a obra não saiu da fase de terraplenagem. Na sequência, os parlamentares da Oposição visitaram o Aeródromo Airon Rios, que enfrenta problemas com manutenção e infraestrutura. Um dos problemas encontrados pela Bancada de Oposição foi o balizamento noturno deficitário e as cercas quebradas, que permitem a invasão de animais trazendo riscos para as aeronaves durante pousos e decolagens.

Responsável pela programação, o deputado Júlio Cavalcanti destacou a importância de levar o programa à região. “Encontramos problemas em todas as áreas. Na saúde, educação, segurança, estradas. Vamos levar o resultado dessa visita ao Governo do Estado e cobrar solução para o que identificamos”, destacou o parlamentar.

Em Buíque, o roteiro contemplou a Estrada do Catimbau, orçada em R$ 6 milhões, que foi anunciada em 2013 e até agora não saiu do papel. O empreendimento, que chegou a ser incluído no programa rodoviário Caminhos de Pernambuco, é encarado como de extrema importância para a região. “Quando fui prefeito, agradecia quando me indicavam problemas em obras da prefeitura, porque possibilitava corrigir aquele problema. Essa é a contribuição Estado”, defendeu Augusto César .

Foram encontrados problemas mesmo em obras quase prontas, como a Escola Técnica Estadual Professor Francisco Jonas, que apesar de ter estar em fase de acabamento, não teve matrículas abertas para o ano letivo de 2016. A unidade deveria ter sido entregue em dezembro de 2014. “Por onde adamos os problemas são os mesmo: obras paradas ou atrasadas, infraestrutura deficitária e baixa qualidade dos serviços prestados à população”, reforçou Edilson Silva.

“A Bancada de Oposição está cumprindo o seu papel, mas não fazemos a critica pela crítica. Realizamos audiências públicas e discutimos os problemas e as soluções para eles com a sociedade e com o Governo do Estado”, destacou José Humberto.

Desde o início do ano, quando foi lançado, o programa Pernambuco de Verdade já visitou obras e unidades de saúde na Capital, Zonas da Mata Norte e Sul, Região Metropolitana do Recife, Agreste e, agora, o Sertão do Moxotó.

Com informações da assessoria

Rio Doce será construído por meio de ação federativa, afirma a presidenta Dilma Rousseff


Após reunião com governadores de Minas Gerais e do Espírito Santo, nesta terça-feira (17), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o governo federal e os estados trabalharão em conjunto para elaborar o plano de recuperação da Bacia Hidrográfica do Rio Doce. Para isso, a Advocacia-Geral da União e as procuradorias estaduais deverão se reunir para definir a arquitetura jurídica das medidas que incluem as ações emergenciais às regiões atingidas e pela recuperação e revitalização do Rio Doce.

“Os três procuradores, eles vão avaliar a arquitetura jurídica de todos os problemas, sejam os problemas emergenciais, mas, sobretudo, desse nosso plano de recuperação do Rio Doce. Essa é uma questão que para o governo federal, para os estados, é muito importante porque podemos dar um exemplo de ação federativa, no sentido de recuperação de uma das mais importantes bacias hidrográficas do Sudeste do Brasil”, garantiu a presidenta.

Dilma afirmou também que o objetivo é tornar o Rio Doce “melhor do que ele estava antes”. “Revitalizando as nascentes, olhando toda a mata ciliar do Rio, que é fundamental para ele recuperar a sua vida, enfim, para melhorar até as condições de vida naquela região”, afirmou.

A presidenta acrescentou que a recuperação do Rio Doce é “a única forma de a gente responder à população que foi atingida no rio, de uma forma positiva”. “Se houve esse desastre, essa calamidade, se nós perdemos vidas humanas, se populações municipais foram atingidas, nós temos de dar um exemplo: recuperar esse rio, revitalizá-lo, mas revitalizá-lo não só olhando o que aconteceu no curtíssimo prazo, mas torná-lo novamente o rio que ele foi antes de nós, humanos, termos chegado ali”, assegurou.

Com informações da assessoria

Pesqueira (PE) recebe exposição fotográfica sobre o ofício das parteiras

A rotina de trabalho e histórias de vida das parteiras serão mostradas em exposição fotográfica montada na Praça Comendador José Didier, no centro de Pesqueira, a partir deste sábado (21). São 30 fotos impressas em tecido que estarão penduradas em um grande varal e permanecerão em exibição gratuita por sete dias.

“Parteiras – Um Mundo pelas Mãos” é o nome da exposição e projeto do Instituto Nômades com fotos de Eduardo Queiroga. A mostra é itinerante e este ano já passou por Trindade, no Sertão, e ainda visitará o município de Goiana no início do ano que vem. O projeto tem incentivo do Governo do Estado, através do Funcultura, e conta com apoio da Prefeitura de Pesqueira e da Cáritas Diocesana de Pesqueira.

A ideia de fotografar e reunir material sobre as parteiras surgiu em 2008, quando o fotógrafo e jornalista Eduardo Queiroga acompanhou os projetos do Instituto Nômades – o “Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais de Pernambuco” e o “Saberes e Práticas das Parteiras Indígenas de Pernambuco” – para complementar os registros orais e textuais dos inventários. Assim, captou milhares de imagens de lá para cá.

A exposição é composta por fotografias impressas em tecido no formato 100 x 150 cm exibidas em um grande varal sempre montado em local público, de preferência um que sirva de referência para as parteiras. “O conceito da exposição passa por algo muito presente no cotidiano das parteiras: o pano. Ele, que costuma estar nos varais, nos quartos, faz, muitas vezes, papel de porta ou de divisórias nas casas, também acolhe o recém-nascido e abriga as mães”, explica Eduardo Queiroga. Ainda segundo ele, as fotografias foram estimuladas pela vontade de aprender sobre quem são as parteiras tradicionais. A ideia era buscar respostas sobre quem são essas mulheres, como e onde elas vivem.

Além de promover a exposição, o projeto também pretende incentivar a multiplicação e a continuidade do trabalho por meio de um acervo de imagens que será doado para cada município visitado. “A ideia é que, com essas fotos que ficam em cada cidade, o projeto possa seguir uma itinerância própria, multiplicando o alcance e a disseminação da documentação, circulando por escolas, bibliotecas e outros espaços culturais”, afirma Júlia Morim, coordenadora do Instituto Nômades. Assim, logo após finalização da exposição de tecido, a mostra em papel fotográfico ficará em exibição na escola pública Monsenhor Olímpio Torres, localizada no território indígena Xucuru.

Dan Gayoso, também coordenadora do Instituto Nômades, explica que, além da exposição e doação de fotos, o projeto prevê ainda uma oficina de troca de saberes com a participação de parteiras tradicionais, estudantes e profissionais das áreas de saúde, educação e cultura, proporcionando o diálogo entre os saberes tradicionais e os técnico-científicos. “Muitas pessoas acreditam que o ofício das parteiras está em extinção. O que não corresponde à realidade. Os inventários mostram que ainda existem muitas parteiras em atividade, inclusive em grandes metrópoles... Em muitos lugares está havendo o retorno do parto domiciliar”, explica Dan.

Na primeira temporada, a exposição passou pelo território indígena Pankararu e pelas cidades de Palmares, Caruaru e Garanhuns (FIG).

O projeto - A exposição “Parteiras - Um Mundo pelas Mãos” foi concebida como um desdobramento de um projeto maior, que inclui os inventários “Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais de Pernambuco” e “Saberes e Práticas das Parteiras Indígenas de Pernambuco”. Os projetos, desenvolvidos entre os anos de 2008 e 2011, utilizaram a metodologia do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), criada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para identificar e registrar os saberes e as práticas de 225 parteiras de seis municípios e três etnias indígenas de Pernambuco como parte integrante do patrimônio cultural do Brasil. Esta e outras ações integram o Museu da Parteira, uma série de iniciativas de registro e promoção do ofício e de suas detentoras - um museu em processo.

Além de “devolver” os resultados às parteiras e aos municípios que participaram da pesquisa, a equipe do Instituto Nômades pretende que a ação contribua com a valorização e o reconhecimento dos saberes e práticas das parteiras tradicionais, bem como para a promoção da diversidade cultural brasileira. “Muitas pessoas acreditam que o ofício das parteiras está em extinção. O que não corresponde à realidade. Os inventários mostram que ainda existem muitas parteiras em atividade, inclusive em grandes metrópoles... Em muitos lugares está havendo o retorno do parto domiciliar”, explica Dan.

De acordo com Paula Viana, enfermeira obstétrica e parteira, a assistência ao parto e ao nascimento no Brasil não é homogênea. “Embora a maioria ocorra em ambiente hospitalar, partos domiciliares assistidos por parteiras tradicionais ocorrem no país, principalmente nas regiões Norte e Nordeste”, diz.

Mas engana-se quem pensa que apenas dificuldades financeiras ou de locomoção fazem com que parteiras sejam solicitadas. Mulheres em busca de uma vivência de parto mais respeitosa também têm buscado o serviço das parteiras tradicionais.

Serviço:
Exposição - “Parteiras – Um Mundo pelas Mãos” - (Varal em tecido)
Abertura: 21 de novembro de 2015, sábado
Horário: 17h
Onde: Praça Comendador José Didier, Centro, Pesqueira
Visitação: De 21 a 27 de novembro, das 9h às 17h

Exposição - “Parteiras – Um Mundo pelas Mãos” (Acervo Papel Fotográfico)
Local: Escola Monsenhor Olímpio Torres, Aldeia de Cimbres (Território Indígena Xucuru)
Visitação: De 25 de novembro a 11 de dezembro, das 9h às 17h

Com informações da VERBO Assessoria de Comunicação

Belezas de Pernambuco e da Paraíba são divulgadas na TV Uruguaia

Programas são resultados de presstrips feitos pela Embratur em parceria com a TAM, MRE e governos locais.

Os uruguaios estão procurando cada vez mais novos destinos brasileiros para visitar. Para potencializar esse crescente interesse, a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), realizou um presstrip pelos estados da Paraíba e de Pernambuco, cujo resultado foi ao ar no começo do mês em quatro programas da TV uruguaia Monte Carlo.

Em parceria com a companhia aérea TAM, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) e a Pbtur, o presstrip foi realizado de 19 a 25 de maio deste ano. O repórter Sebastián Beltrame, do programa Em Foco, passou quatro dias em Pernambuco e três na Paraíba, quando pode conhecer Recife, Praia de Carneiros, Porto de Galinhas e João Pessoa.

Nos vídeos, que circulam atualmente na rede nacional uruguaia, Sebastian percorre o litoral dos dois estados em um buggy, conta a história da fundação e consolidação de cada um dos destinos, além de mostrar cenários paradisíacos e curiosidades das praias brasileiras que oferecem diversas opções aos visitantes.

A cada edição, o programa En Foco, transmitido pelo canal Monte Carlo e em canais de TV a cabo, mostra o apresentador percorrendo diferentes partes do mundo. A ação conjunta reforça a campanha de promoção do verão brasileiro e a diversificação de destinos para atrair turistas da América do Sul.

Assista aos programas aqui
João Pessoa: http://bit.ly/1LiBvSC
Praia dos Carneiros: http://bit.ly/1H09bJy
Porto de Galinhas: http://bit.ly/1WQycOu

Com informações da ASCOM - Assessoria de Comunicação - Embratur

Artigo - Lições de um levante estudantil contra a política educacional tecnocrática, o autoritarismo e o Saresp

Por Salomão Barros Ximenes*

Assistimos a um dos mais significativos levantes estudantis das últimas décadas, desencadeado contra as medidas governamentais de extinção de escolas e de redistribuição de alunos e professores que, caso confirmadas, afetarão mais de 1.500 unidades no estado e acarretarão o fechamento de mais de 90. Na grande São Paulo há por volta de duas dezenas de escolas estaduais ocupadas por seus próprios estudantes (ver atualização de escolas aqui) Enquanto isso, a grande mídia afirma a retórica oficialista ao noticiar escolas “invadidas por alunos”, um contrassenso sem limites (nessa lógica os hospitais se encontram invadidos por doentes e o Parque do Ibirapuera invadido por crianças com seus triciclos e skates).

O discurso legalista atiça a sempre eficaz política paulista de repressão aos movimentos sociais, ainda que felizmente tal insanidade ainda não tenha convencido sequer o Judiciário. No caso, registre-se a correção do juiz Luis Felipe Bedendi (5ª vara da fazenda pública), para quem os protestos estudantis não objetivam a posse das escolas, “mas sim à oitiva de uma pauta reivindicatória que busca maior participação da comunidade no processo decisório da gestão escolar”. E continua: “Com isso quero dizer que o cerne desta lide possessória não é a proteção da posse, mas uma questão de política pública, funcionando as ordens de reintegração como a proteção jurisdicional de uma decisão estatal que, em tese, haveria de melhor ser discutida com a população” (a decisão completa está disponível aqui).

Esta decisão é provisória, entretanto, e pode ser revista a qualquer momento. Além disso, dada a tradição de barbárie da polícia na repressão aos movimentos, abusos e tentativas de desocupação certamente estão ocorrendo.

Ocupar escolas é “uma questão de política pública” - De fato, são questões de política pública e, antes disso, de direito à educação que estão em jogo na luta desencadeada pelos estudantes.

A revolta dos estudantes contra a política anunciada de “cima pra baixo” tem significados profundos, pois seu fundamento é o descontentamento generalizado que se dissemina nas escolas públicas do país, entre estudantes, professores, funcionários, genitores e responsáveis. Estes são cada vez mais pressionados a apresentar resultados dentro de uma métrica puramente meritocrática, medida externamente, enquanto questões elementares como a infraestrutura, os materiais, o número de alunos por sala, o salário e a formação dos docentes seguem relegadas a último plano, sobretudo em tempos de ajuste fiscal de tipo neoliberal.

Sem atentar ou minimizando esse mal estar disseminado, a secretaria de educação do estado veio construindo com pouquíssima transparência, nos últimos meses, o que denomina “Reorganização Escolar”. Primeiro, anunciou que tal medida seria tomada, sem sequer apresentar informações básicas sobre o número de escolas e de professores potencialmente afetados, gerando pânico entre as escolas. Realizou discussões, é verdade, mas restritas aos dirigentes e técnicos da própria administração. Ao final, veio o anúncio, já em caráter definitivo e há poucos dias do processo de matrícula “automática” nas novas escolas. Segundo a secretaria, 311 mil estudantes serão compulsoriamente remanejados e 74 mil professores diretamente afetados, uma megaoperação de remanejamento anunciada sem nenhuma consulta à população, puro autoritarismo em sua mais fina acepção.

A autoridade tem seus argumentos. Diz que a medida objetiva promover a qualidade de ensino, já que resultaria em escolas “mais preparadas para as demandas de cada etapa escolar e atenta à nova realidade de cada faixa etária”. A medida ampliaria em 754 o número de escolas com um único ciclo, o que, segundo a pasta, “favorece a gestão das unidades e possibilita a adoção de estratégias pedagógicas focadas na idade e fase de aprendizado dos alunos”. Também visaria reduzir o número de salas ociosas na rede estadual.

Como nada é realmente transparente e dialogado, é natural que especulações surjam sobre o que seriam os motivos ocultos da reorganização: facilitar medidas posteriores de privatização da gestão escolar pela via de organizações sociais, como já vem implementado o governo de Goiás, também do PSDB; ou viabilizar uma ainda maior municipalização das escolas de ensino fundamental, com o repasse de estudantes e prédios escolares aos municípios.

A crise é resultado do fanatismo tecnicista das avaliações externas - A principal justificativa, entretanto, é retirada de uma leitura enviesada dos resultados de aprendizagem medidos nas avaliações externas aplicadas anualmente aos estudantes, através do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), prova que juntamente com a taxa de conclusão de cada série compõe o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp): “Segundo o resultado do Idesp em 2014, as escolas de segmento único dos Anos Iniciais tiveram um rendimento 14,8% superior às demais; as escolas de segmento único dos Anos Finais, 15,2%; e as escolas de segmento único do Ensino Médio, 28,4% superior”, justifica o governo.

É escandalosa a manipulação dos resultados acadêmicos dos estudantes para justificar a adoção de medidas unilaterais extremas como o remanejamento compulsório e o fechamento de escolas públicas. É de amplo conhecimento que os resultados dos exames externos aplicados aos estudantes, como o Saresp e a Prova Brasil, além de limitados a alguns componentes do currículo, são fortemente influenciados por um amplo leque de fatores. Destacam-se o nível socioeconômico das famílias e a escolaridade dos adultos, mas também a existência de condições adequadas de infraestrutura escolar, de formação e valorização dos trabalhadores da educação e, vale dizer, um clima positivo nas escolas, o que requer uma forte identidade escola-comunidade.

O Saresp em xeque - Apresentar apenas uma das variáveis envolvidas como se fosse aquela pedra fundamental a resguardar o interesse público, que autorizaria o exercício da violência e da força estatal, é deseducativo e expressa bem o fanatismo que se vem construindo em torno dos resultados em testes padronizados na última década.

Estes passam a ser, tanto em nível estadual quanto federal, o objetivo e a justificativa para todas as maldades cometidas na educação pública brasileira, como a transformação de salários baixos em bônus limitados, a competição entre escolas e redes, a expulsão e a segmentação dos estudantes com dificuldades de aprendizagem e, agora oficialmente, o remanejamento compulsório e o fechamento de escolas. Diga-se de passagem, nada mais representativo da hegemonia e da sobrevalorização das avaliações externas na condução das políticas educacionais que o artigo 3º do decreto federal 6.094/2007, publicado na gestão do então ministro Fernando Haddad.

É como se a única forma aceitável de participação dos estudantes na condução das políticas educacionais se desse ao responder algumas questões de português, matemática e ciências. Com base nisso, todas as medidas, inclusive as mais autoritárias, estariam justificadas.

Não à toa, às vésperas do Saresp, os estudantes em luta já começam a tomar consciência da perversidade que decorre da aplicação censitária desse tipo de avaliação externa. Perguntam-se: por que nos submetermos a tais provas se ao fim e ao cabo nossa participação será usada para a adoção de políticas autoritárias, que nos punirão e nos responsabilizarão, afetando toda a nossa comunidade?

Se esses questionamentos incipientes vão resultar em efetivos movimentos de resistência e boicote não sabemos, mas foi o próprio governo quem deu a senha ao justificar sua política no exame.

Políticas públicas e escolas não pertencem ao governo - Além disso, políticas públicas não são meras políticas governamentais, ou seja, sua definição e implementação é determinada apenas parcialmente pela vontade dos governantes de ocasião, já que há limites procedimentais e materiais que as antecedem e dão base. No caso da chamada “reorganização” todos esses limites foram violados, como o princípio constitucional da gestão democrática do ensino público (art. 206, VI), que se materializa no direito à participação da comunidade na gestão escolar e à progressiva autonomia pedagógica, administrativa e financeira que deveria ser concedida às escolas públicas (LDB, artigos 14 e 15).

Escolas não deveriam ser tratadas como agências bancárias. Estas são criadas, extintas ou reformuladas atendendo unicamente a uma lógica de resultados no mercado. Toda escola tem sua identidade e história, seu projeto e afeto. Fortalecer a escola pública passa por reconhecer esses fatores, dar melhores condições para que eles se desenvolvam. Inclusive para a obtenção de melhores resultados de aprendizagem, mas não só por isso. São esses fatores radicalmente solidários que mobilizam os estudantes em luta, sua vitória ou derrota afetará decisivamente as gerações futuras. Já o caminho adotado pelo governo de São Paulo, com sua visão reducionista e tecnicista, busca tudo pasteurizar.

*Salomão Ximenes é Professor do Bacharelado em Políticas Públicas da Universidade Federal do ABC. Doutor em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo e mestre em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará - UFC. É pesquisador colaborador junto ao Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas - SP e à Ação Educativa Assessoria, Pesquisa e Informação.

Deputado cobra regulamentação do piso salarial para advogados

A demanda pela regulamentação de um piso salarial para o exercício da advocacia privada em Pernambuco mereceu registro do deputado Antônio Moraes (PSDB) na Reunião Plenária desta segunda (16). O parlamentar, que é advogado, solicitou ao Governo do Estado, em abril deste ano, por meio da Indicação nº 859/2015, que a remuneração deve ser fixada por lei. “Vários estados já adotaram a medida. Infelizmente, Pernambuco será um dos últimos”, afirmou.

Moraes também criticou a postura da seccional pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) em relação ao assunto. “Lamento que a instituição nunca tenha se preocupado em resolver isso. Sabemos que há vínculo dos que comandam a Ordem hoje com grandes escritórios de advocacia do Estado e, talvez, por isso, não haja interesse,” lembrou.

O deputado também tratou das eleições na OAB-PE e aproveitou para declarar voto à chapa A Ordem é para Todos. “Entendo que esse grupo terá condições de atender a demanda de todos os advogados do Estado e não só de alguns escritórios. Também será mais democrático nas indicações aos quintos constitucionais aos quais a categoria tem direito”, comentou.

Com informações da assessoria de imprensa

Vereadores discutem voto de aplauso ao ex-ministro Gustavo Krause

Um voto de aplauso ao ex-ministro e ex-vereador Gustavo Krause, por um artigo veiculado em jornais aonde ele sugere a renúncia da presidente Dilma Roussef, proposto pelo vereador André Régis (PSDB), causou questionamentos de diversos parlamentares. Segundo eles argumentaram que o requerimento não deixa claro o teor do voto de aplauso. Fizeram questão de afirmar que aprovariam o voto de aplauso à figura do ex-ministro, mas não ao conteúdo do artigo. Para eles, a Câmara do Recife ao votar estaria concordando como um todo com o pensamento do escritor. E como se trata de um posicionamento político eles entendem que a Casa não deveria se posicionar.

Jurandir Liberal (PT) pediu para discutir o requerimento salientando que o trabalho de Krause é diferente do que ele pensa e escreve. “Não posso concordar com o pedido de renúncia. Infelizmente o requerimento do colega não deixa claro o teor do mesmo. É uma pegadinha que levaria a Casa a votar sem saber o conteúdo”. Gilberto Alves (PTN) disse que os vereadores têm apreço pelo ex-vereador Krause, mas preocupa quando a iniciativa leva a um posicionamento partidário. “Essa Casa é plural, esse poder é plural, aqui estabelecemos o contraditório, respeitando as diferenças. Só posso me posicionar conhecendo o teor da proposta. É preciso separar questões pessoais das partidárias”.

Carlos Gueiros (PTB) disse que preocupava votar em algo sem saber. Para ele, o voto de congratulação significa que concordo com o pensamento dele. Li a matéria concordo, mas a Casa não deve se posicionar politicamente. “O colega André Régis subestima a nossa inteligência quando usa a dele para diminuir a nossa. “É um posicionamento político e não somos obrigados a concordar em nome da Casa”. Henrique Leite (PT) acha que sem o texto é difícil votar porque Krause é um nome de consenso, mas nem sempre concordamos com o que escreve. Estamos votando a posição dela pela renúncia da presidente e muitos discordam”.

André Régis disse que aplaudir o que alguém escreveu não significa concordar com a posição dela. “Trata-se do direito de livre pensar”. Mas Jairo Britto (PT), acha que o brilhantismo das palavras não discute o mérito do requerimento. “Não posso dar meu voto por achismo. Seria um retrocesso para a Câmara”. Marco Aurélio (SDD) em minha opinião pessoal concordo com o teor do artigo. Mas ao votar na Casa é a opinião da Casa. “É preciso ter cuidado, pois meu pensamento é um e o da Casa é outro”. Osmar Ricardo (PT) disse que ficou incomodado pelo fato do colega André ter dito que somos mesquinhos. Temos o direito de discordar do teor do requerimento e do que Krause escreveu, sabendo que é uma figura pública da maior importância”.

Com informações da Ascom/CMR

Câmara do Recife debate transferência polêmica da delegada Gleide Ângelo

Transferência da delegada Gleide Ângelo
gera debate na Câmara do Recife.
A transferência da delegada da Polícia Civil Gleide Ângelo – que atuou por seis anos no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e passa a responder pela Delegacia de Olinda nesta semana – gerou um debate na Câmara do Recife na tarde desta segunda-feira (16). A discussão começou após a vereadora Isabella de Roldão (PDT) propor um voto de repúdio ao secretário de Defesa Social de Pernambuco pelo caso. O requerimento do voto foi rejeitado pelo plenário.

“É uma brilhante e competente delegada e que injustificadamente teve a transferência anunciada. Já existe lei federal que garante que toda transferência tem que ser feita a partir de um fundamento”, afirmou Isabella de Roldão.

Em pronunciamento realizado na mesma tarde, a vereadora Michele Collins (PP) abordou o tema e também lamentou a transferência. “O anúncio da remoção está repercutindo negativamente nas redes sociais e mídia local. Essa medida tomou de surpresa a delegada, uma pessoa bastante atuante e competente no que faz. No meu entendimento, a transferência foi arbitrária e inoportuna”, disse a parlamentar. Fazendo um apelo ao governo estadual para que a decisão fosse revista, Michele Collins também citou a lei federal número 12.830, segundo a qual remoção de um delegado precisa ser um ato fundamentado.

Diversos vereadores se manifestaram acerca do voto de repúdio proposto por Isabella de Roldão. O primeiro deles foi o vereador Carlos Gueiros (PTB), que se posicionou contrariamente ao requerimento. “Eu tenho todo o apreço pela delegada Gleide Ângelo. Ela se sobressai entre os delegados pela competência dela. No entanto, o repúdio é uma palavra muito forte para ser tomada por esta Casa, como poder hierarquicamente inferior. Isso tem a ver com o Estado. Podemos sim entender que foi uma injustiça, mas ignorando os motivos não podemos nunca repudiar a atitude de uma autoridade”, considerou. Durante sua intervenção, ele sugeriu a criação de uma comissão parlamentar para buscar informações na Secretaria de Defesa Social.

O vereador Henrique Leite (PT) defendeu que as transferências ocorrem de forma rotineira nas delegacias e que Gleide Ângelo foi escolhida para a Delegacia de Olinda por sua competência. “Ela é uma profissional dedicada. Existe um rodízio e não adianta você botar alguém que não tenha o perfil. Não vejo como perseguição, ela está sendo prestigiada inclusive com um cargo mais alto. Ela cuidava de pessoas desaparecidas e agora vai cuidar da questão dos homicídios em Olinda”, ponderou.

Também disse serem comuns as transferências o vereador Estéfano Menudo (PSB). “Isso é muito normal dentro da Policia Civil. Eu tenho 34 anos de polícia. Há um tempo, eu era comissário ali na Caxangá e a gente fez a prisão de um sequestrador que a sociedade e a imprensa tomaram conhecimento. Depois de cinco meses fomos transferidos, é uma normalidade”, acrescentou.

Na mesma tarde, Isabella de Roldão voltou a se pronunciar para falar do caso e defender seu requerimento da forma como foi proposto. Voltando a mencionar a lei que obriga que as transferências sejam justificadas, ela manteve o pedido por um voto de repúdio. “Já me sugeriram pedir um voto de solidariedade. Que se forme uma comissão; fica de acordo com a consciência de cada um. Eu apresentei um voto de repúdio. Na minha visão, ela foi colocada na geladeira. Ela chama a atenção por onde passa, pela seriedade, pela competência, mas acima de tudo pela coragem”, argumentou.

O vereador Amaro Cipriano Maguari (PSB) participou da discussão também demonstrando cautela em relação ao repúdio. “O ato é administrativo. A gente tem que ouvir e falar. A palavra contrária é muito pesada, e o repúdio mais ainda. Mas a gente vai tomar o conhecimento necessário. Ninguém sabe se estão precisando daquela profissional naquela cidade”, afirmou o parlamentar.

Já o vereador Marcos Menezes (DEM) pediu que o requerimento fosse refeito, mas ressaltou a importância da Câmara tomar uma atitude. “A minha sugestão é que o requerimento seja retirado e refeito. Esta Casa devia sim se mobilizar pelo retorno dela, desta vez para um cargo bem maior. Devemos à sociedade que a gente representa. Precisamos de delegados competentes”, defendeu.

O debate fez Michele Collins voltar a tomar a palavra. “Eu vou votar a favor do requerimento. O secretário de Defesa Social pode rever essa situação, principalmente se houver um desagravo desta Casa. É o certo para o povo do Recife e até para o Estado de Pernambuco, porque aqui é a capital”, declarou a vereadora.

Ao final das discussões, o vereador Eurico Freire (PV) deu sua contribuição afirmando não ver a transferência como uma perseguição a Gleide Ângelo. “Reconheço a posição da vereadora em prestigiar o trabalho da delegada. Não se trata inicialmente de uma punição. Está se dado à delegada a condição de titular no município de Olinda”, disse.

Após uma votação nominal, 16 parlamentares demonstraram ser contra o requerimento de voto de repúdio. Quatro se colocaram a favor.

Com informações da Ascom / CMR

Novo espaço voltado para fotografia no Recife


No próximo dia 24, às 19h, acontece a inauguração do espaço "Preto no Branco - Imagem e Conceito", voltado para fotografia no bairro do Recife. O Preto no Branco terá uma noite de bate-papo, boa música e mesa redonda sobre fotografia para festejar o lançamento do espaço. Os convidados são fotógrafos profissionais, amadores, estudantes, apreciadores e o público em geral, interessados na arte fotográfica. Além de poderem curtir uma exposição dos fotógrafos Jedson Nobre, Leo Motta, Diego Nigro e André Nery.

Serviço:
Inauguração Espaço Preto no Branco
Dia 24/11
Às 19h
Avenida Vigário Tenório, nº 199
Bairro do Recife

2ª edição da Coluna Boca de Confusão no ar

Quem acompanha o Blog Pauta Política pode conferir, todas as sextas, a publicação da “COLUNA BOCA DE CONFUSÃO”. Este é um espaço para difusão de comentários sobre fatos, boatos, acontecimentos e demais informações, num panorama geral e pautando variedades. A segunda edição da Coluna Boca de Confusão está no ar!

Coluna Boca de Confusão – Edição Nº 01 – Data: 13/11/2015
Colunista e editor: Betinho José (DRT 3351)

#Política de Carpina: uma vergonha absoluta...
Em entrevista “bombástica” a um programa de rádio nesta quinta-feira (12), o vereador licenciado e secretário de Turismo da cidade, Júnior de Salete (PHS) chamou o seu antigo grupo de “Grupo do Mal”, e afirmou que está totalmente dividido por conta das pré-candidaturas do deputado estadual Botafogo (PDT) e de seu sobrinho Júnior (ainda PSDB). Além disso, Jr. de Salete rasga o verbo e diz que “se há um traidor na política de Carpina, esse traidor é o próprio Botafogo velho”.

#Legião da Boa Vontade: Inscrições abertas...
Os voluntários da LBV promovem no dia 21 de novembro, sábado, no horário das 9h às 12h, a Oficina ReciclaNatal para educadores, estudantes de pedagogia, artesãos e profissionais afins que desejam qualificação em material reciclado. As inscrições estão abertas e o investimento é a doação de 03 (três) latas de óleo a ser destinada a Campanha Natal Permanente da LBV – Jesus o Pão Nosso de cada dia! que beneficiará milhares de famílias em situação de pobreza. A oficina ocorrerá na sede da LBV, no centro do Recife. Inscrições pelo telefone: (81) 3413.8600.

#Recife: cidade sem lei...
A capital pernambucana está se tornando uma cidade sem lei. Por onde andamos podemos assistir um Recife sem guardas de trânsito nos horários de pico, permitindo a desordem e as irregularidades dos motoristas que desrespeitam a legislação de trânsito. Isto só faz prejudicar ainda mais a vida de quem utiliza o transporte coletivo público, por exemplo, na Praça do Horto de Dois Irmãos, próximo ao Lafepe e a UFRPE, os absurdos são demais.

Rapidinhas do Pauta Política

#Tabira Dribla Crise com Obras: Encerrando o seu terceiro ano de mandato, e preparando-se para disputar a reeleição, o prefeito de Tabira, Sebastião Dias, tem feito a prestação de contas de sua gestão sempre que tem oportunidade, em entrevistas à imprensa sertaneja e em encontros com a população. Além de ações no âmbito da educação, saúde, estradas, cultura, saneamento, entre outros projetos sendo conculidos.

#Funcionários da Folha em Greve: Em ritmo de campanha salarial 2015. Os jornalistas, gráficos e radialistas paralisam as atividades do Sistema Folha de Pernambuco. Empresa atrasa mais uma vez salários. Por outro lado, patrões oferecem apenas 6% quando a inflação foi de 9,88%. Os funcionaram dizem não à proposta.

#Arcoverde que Faz: Nesta sexta-feira (13), a Prefeitura de Arcoverde, através da Secretaria de Saúde inaugurou o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas Vereador Jairo Freire – Caps AD III - Regional Arcoverde.

#Carpina das Mulheres: A vice-prefeita Marta Guerra (PMDB) é a força feminina da ala tradicional da política na cidade. Manu Lapa, a ex-secretária de Juventude, representa a nova geração da política jovem que Carpina precisa no Poder Executivo ou Legislativo. No momento, elas são cotadas e importantes para moralizar a política na capital da Mata Norte. As duas podem até não estar em sintonia, mais no próximo ano é a vez das mulheres no poder. Vamos ficar atentos, pois “Agora é que são elas”.

#Treinamento para Socorro: O deputado estadual Beto Accioly (SD) apresentou, na terça-feira (10), um projeto de lei que obriga as maternidades públicas e privadas do Estado de Pernambuco a oferecerem treinamento para socorro em caso de engasgamento e prevenção de morte súbita aos pais ou responsáveis por recém-nascidos.

#Governo vai Liberar Geral: O governador Paulo Câmara reuniu, na segunda-feira (9), 110 prefeitos para divulgar o resultado do Escritório de Projetos, que selecionou 47 propostas nas áreas de urbanização, saneamento, meio ambiente e saúde. Esses projetos devem virar obras e ações em 123 municípios pernambucanos. O evento lotou o Salão das Bandeiras do Palácio do Campo das Princesas com gestores de todas as regiões do Estado.

#Base Governista de Vista: Já virou rotineiro na Câmara dos Vereadores do Recife, os governistas fazerem pedido de vista e tirarem de pauta os requerimentos de audiência pública e projetos propostos pela ala da Oposição. Nos corredores da Casa de José Mariano, dizem “que os parlamentares ligados ao governo municipal recebem as ordens pelo whatsapp”.

#Parecer do Senado Positivo: O Senado Federal aprovou parecer de Douglas Cintra (PTB-PE) estendendo a negociação coletiva à administração pública. A redução das greves e paralisações no funcionalismo, com benefícios à população usuária dos serviços públicos, será um dos vários efeitos positivos da extensão da negociação coletiva à administração direta. A afirmação foi feita pelo senador Douglas Cintra após a aprovação, na quarta passada (dia 11), por unanimidade, na Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional (CEDN), do seu parecer ao projeto de lei estabelecendo a medida.

*Sugestões de pautas, notas ou opiniões, enviar para o email: josedaradio@gmail.com

Entrevista do secretário Isaltino Nascimento repercute e gera polêmica

Críticas sexistas contra governo Dilma
Secretário afirmou que deputadas são menos boêmias, e têm dificuldades em se articular.

Ex-militante do PT e conhecido pela sua atuação voltada para questões sociais, o secretário estadual de Desenvolvimento Social da Criança e Juventude, Isaltino Nascimento (PSB), ao tratar sobre a falta de diálogo da presidente Dilma Rousseff (PT) junto ao Congresso Nacional, trouxe a questão de gênero para o centro do debate. Ao abordar o assunto, criticou a escolha da ex-senadora Ideli Salvatti (PT) para a Secretaria de Relações Institucionais do Governo, justamente pelo fato de ser mulher.

Na última quarta-feira (11), em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, o socialista disse que Dilma cometeu um erro no seu primeiro mandato ao indicar a ex-parlamentar para o cargo. “Uma mulher. Imagine: na Câmara são 513 deputados, e tem pouco mais de 10, 20, 30 parlamentares mulheres. A maioria é homem, e homem vai tomar uma, sai. A mulher tem mais dificuldade em fazer essa abordagem, tem dificuldade de construir”, afirmou Nascimento.

Antes, o secretário tinha dito que Dilma deveria utilizar do exemplo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “(Lula) pegou José Múcio que já foi da Arena, do PFL, que pega um violão, começa a conversar, e passou a ser o líder, botou ele como ministro de Articulação dentro do Congresso”, disse. Questionado se existe machismo no Congresso, Nascimento confirmou, mas disse que ele ocorre de “forma velada”.

“Isso não é explicito. Tem que ter habilidade. Um exemplo é Lula, que colocou Armínio Fraga para ser condutor da politica econômica do Brasil, um cara que foi do PSDB, do banco de Boston. Faltou esse tipo de realidade (para Dilma); de dialogar com o Congresso. São vários mundos, o alto clero, o baixo clero, têm que serem contemplados”, argumentou o ex-deputado.

Em resposta às declarações de Isaltino, uma das coordenadoras do Grupo Curumim - organização feminista de Pernambuco - Paula Viana, disse que o secretário deu um “tiro no próprio pé”. “Ele demonstrou que esse machismo é de sua formação e faz parte do exercício da vida pública dele”, criticou.

“É impressionante como ele não avalia a qualidade técnica (de Ideli Salvatti), ou técnica-politica que podia ser avaliada como pessoa. Ele avalia a partir dela ser mulher, e como mulher não poderia participar de rodas de bares, ou tocar o violão. Isso é de um total machismo”, afirmou Viana.

Na opinião de Lúcia, Nascimento devia estar preocupado com suas funções. “Ele devia estar pensando seriamente sobre essas questões de gênero e se posicionando veementemente contra algumas questões como a discussão sobre o Plano Nacional de Educação que priva de discutir sobre sexualidade”, destacou.

Com informações da Folha de Pernambuco

Fraudes na política de Carpina ganha repercussão em Pernambuco

Júnior de Salete “rasga o verbo” sobre fraudes 
nos bastidores da política carpinense.
Segundo o vereador licenciado e secretário de turismo de cidade de Carpina, muitas pessoas ligadas ao seu antigo grupo político, tentaram prejudicar o seu projeto Força Jovem, que está prestes a ser inaugurado no Bairro de Santo Antônio. Em entrevista “bombástica” a um programa de rádio na tarde dessa quinta-feira (12), ele chama o seu antigo grupo de “Grupo do Mal”, e afirma que o grupo está totalmente dividido por conta das pré-candidaturas do Deputado Estadual Manuel Botafogo (PTB) e de seu sobrinho Júnior Botafogo (PSDB). Além disso Júnior de Salete (PHS) rasga o verbo e diz que “se há um traidor na política de Carpina, esse traidor é o próprio Manuel Botafogo”.

Júnior diz que além de está sendo taxado como traíra, o grupo ligado a família Botafogo e principalmente o seu ex-amigo e ex-deputado Josafá (Botafogo Filho), está tentando ferir sua imagem alegando que ele participou de um esquema de enriquecimento ilícito. Além do mas ele explicou como era o esquema de salários na época em que Botafogo era prefeito de Carpina.

O esquema funcionava de acordo com Júnior, de forma em que os funcionários exerciam uma função de altos cargos e nos seus contra-cheques eram como se exercessem funções com salários equivalentes a um salário mínimo. Segundo ele, todos os documentos relacionado as “falcatruas” da família Botafogo, encontra-se com ele, que era considerado um dos braço direito dos mesmos. E acusa o ex-deputado Josafá de uso indevido de nomes de “laranjas” para fazer empréstimos e sujar os nomes de todas pessoas que deram o nome para ser seus assessores.

Com informações e fotos do Giro Mata Norte

Livro que retrata relações de amor entre cachorros e humanos será lançado no Recife

Neste fim de semana, o livro “Viver o Amor aos Cães”, assinado pela fotógrafa e ativista mineira Ana Regina Nogueira, será lançado oficialmente no Recife. A obra, que aborda a experiência pioneira de um grupo de voluntários que transformaram um matadouro de animais em um canil, contará com dois eventos de lançamento: no sábado (14), às 11h, na Livraria Jaqueira, e no domingo (15), a partir das 16h, na Livraria Leitura do Shopping Tacaruna.

“Viver o Amor aos Cães” reúne registros em textos e imagens feitos por Ana Regina sobre o Parque São Francisco de Assis, sede do projeto de acolhimento realizado pela Sociedade Lavrense de Proteção aos Animais, em Minas Gerais. De forma poética, o livro é dividido em duas partes, a primeira, intitulada “A Serviço do Amor”, tem 14 capítulos sobre a riqueza da vida existente no parque. A segunda apresenta 42 histórias reais sobre amor, transformação e cura proporcionada pela relação entre humanos e animais. Ao todo, são cerca de 200 fotos ilustrativas. “O livro ainda traz entrevistas, dicas de adoção e algumas receitinhas vegetarianas, já que todos nós da associação somos vegetarianos”, diz Ana.

A ideia de documentar a experiência pioneira foi sugerida à fotógrafa por José Trigueirinho Netto, filósofo e autor espiritualista de 78 livros. O livro ainda mostra como um matadouro, antes destinado ao abate de suínos e bovinos – às vezes, até de cães – transformou-se em um abrigo. Ana, que atua como voluntária no Parque São Francisco de Assis, explica que em 2010 a Sociedade Lavrense de Proteção aos Animais conseguiu, em parceria com a prefeitura de Lavras, uma concessão da área. “Assim, transferimos o nosso canil, que estava em um terreno particular, para o local. Hoje, o parque conta com enfermarias e ambientes para cada tipo de necessidade dos animais, como banho e tosa, por exemplo. Ainda temos cozinha e sala de cirurgia. É um pouco dessa rotina que o livro apresenta”, revela Ana.

Vale ressaltar que a autora abriu mão dos direitos autorais em benefício do projeto. Além disso, 40% da renda gerada pelo livro também irá para a associação.

Após os eventos de lançamento, a autora ministra na segunda-feira (16), uma palestra para crianças no colégio Saber Viver, no Espinheiro. A ideia é falar um pouco para os pequenos sobre a importância do respeito e dos cuidados com os animais.

Mais sobre a autora – Natural de Belo Horizonte (MG), Ana Regina Nogueira tem 50 anos de carreira como fotógrafa. Reconhecida internacionalmente, já participou de exposições em importantes galerias do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa. Também é autora dos livros fotográficos “O homossexual visto por entendidos” (1997), “L’Esprit et le Corps”, publicado em Paris, na França, em 1983, “Momentos de Minas” (1984), “Médicos e Curandeiros” (1984) e “A Imagem do Corpo Nu” (1986). Há alguns anos ela se dedica aos animais abandonados.

Serviço: Lançamento do livro “Viver o Amos aos Cães”

Sábado, 14
Local: Livraria Jaqueira (R. Antenor Navarro, 138 - Jaqueira, Recife - PE, 52050-080)
Horário: 11h

Domingo, 15
Local: Livraria Leitura (Shopping Tacaruna. Av. Gov. Agamenon Magalhães, 153 - Santo Amaro, Recife - PE, 50110-900)
Horário: 16h

Com informações da Verbo Assessoria de Comunicação

Denuncia de fraude na política carpinense gera polêmica no município da Mata Norte

Júnior de Salete dispara criticas ao ex-deputado Botafogo Filho e ao Deputado Botafogo.



O vereador licenciado e secretário de cultura, turismo e esportes de Carpina, Júnior de Salete (PHS), concedeu entrevista na tarde desta quinta-feira (12) no programa Francisco Júnior da Rádio Nova Carpina FM.

Júnior desferiu diversas criticas ao ex-deputado Botafogo Filho e ao deputado estadual Botafogo. Segundo Júnior, na época que Botafogo Filho era deputado, alguns assessores recebiam apenas entre R$ 200 e R$ 300 de salários e não tinham direito a 13º salário e férias e os cartões para recebimento dos salários ficavam no poder de pessoas ligadas ao deputado na época. Júnior ainda afirmou que empréstimos foram contraídos e as pessoas foram negativadas.

Já sobre o atual deputado Botafogo, Júnior elencou o que chamou de “traições” no percurso político do ex-prefeito de Carpina. Ele ainda afirmou que o patrimônio da família Botafogo é de R$ 10 milhões.

Assista a entrevista completa:

Com informações e fotos do Voz da Mata Norte

Transferência da delegada Gleide Ângelo gera polêmica e ganha as redes sociais

Foto: Internet
A transferência da delegada Gleide Ângelo do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para a 9ª Delegacia de Homicídios de Olinda, continua gerando polêmica nas redes sociais. Toda esta repercussão, principalmente pelas mulheres e internautas, é por causa da popularidade e do reconhecimento do trabalho da delegada, responsável por resolver casos que ganharam as manchetes da imprensa em Pernambuco.

“É preciso entender com maturidade e principalmente profissionalismo. É uma medida administrativa que acontece todos os dias. A questão da aceitação é normal. A conversa foi feita de forma antecipada com a delegada. Mostramos a missão a ela. [Nas transferências], é importante adequar o interesse à necessidade, mas infelizmente em algumas ocasiões não conseguimos essa relação”, afirmou, Antônio Barros, o chefe da Polícia Civil do Estado.

Nem a cúpula maior do Governo de Pernambuco e a delegada Gleide Ângelo se pronunciaram sobre o assunto. E assim, a polêmica vai saindo da internet, na tarde desta quarta-feira (11) a vereadora Isabella de Roldão (PDT) deu entrada em um requerimento na Câmara Municipal do Recife, solicitando "voto de repúdio" contra o secretário Alessandro Carvalho, da SDS pela atitude arbitrária em transferir a delegada Gleide Ângelo, do DHPP e da Polícia Civil.

Com informações coletadas via internet