Intenção dos pernambucanos em comemorar os festejos juninos este ano supera 2017

O dado apresentado pela pesquisa realizada pela Fecomércio-PE, em parceria com o Sebrae, ficou em 71,9%

Seja no Agreste, no Sertão ou na Região Metropolitana, o São João é um importante festejo que movimenta o Nordeste por inteiro. A sondagem de opinião realizada pela Fecomércio-PE, em parceria com o Sebrae, apresenta a intenção dos consumidores pernambucanos em comemorar o período que envolve celebrações de Santo Antônio, São João e São Pedro, além de trazer informações sobre expectativas de empresários e gestores relativas ao volume de vendas que esperam realizar a propósito desse período festivo.

Para este ano, os dados revelam um crescimento dos consumidores que pretendem participar dos festejos, alcançando 71,9% dos entrevistados. Em comparação ao que foi registrado em 2017, o número ficou em 70,5%. Esse crescimento de 1,5% reflete sinais da lenta recuperação da renda, retomada da economia pernambucana, bem como o que se verifica no país como um todo. Tradicionalmente, nos municípios do interior, a comemoração é mais intensa, verificando-se que tal proporção é mais acentuada no Agreste, com 78,2% das respostas, com destaque para Caruaru, reconhecido como o melhor São João de Pernambuco e um dos mais importantes da região. No Sertão, é de 74,7% a proporção de consumidores que manifestam o propósito de festejar os eventos juninos, enquanto na Região Metropolitana do Recife Expandida (RM Expandida) tal comemoração é desejo de 67,6% das pessoas.

A sondagem revela que 64,8% dos consumidores entrevistados desejam comprar produtos de uso pessoal para o São João com gasto médio ligeiramente menor que o registrado no ano anterior: em 2018, é de R$ 202; enquanto em 2017 atingiu R$ 210, com valores a preços de abril de 2018 (IPCA). O comércio tradicional foi assinalado como o local preferido para os consumidores pernambucanos realizarem suas compras, registrando 60,3%. A opção de comprar em lojas nos shopping centers tem indicação de 34,9% dos consumidores. Para quitar a compra dos produtos, o pagamento à vista, considerando dinheiro e cartão de débito representam, respectivamente, 40,0% e 16,1% das respostas. Além da compra desses artigos como vestuário, calçados, acessórios, perfumes, cosméticos, entre outros, celebrar a festa em shows e/ou boates foi a opção assinalada em 40% das respostas. Já em bares, restaurantes ou lanchonetes o indicativo ficou em 28,2%. O gasto médio pretendido, por consumidores pernambucanos, para gastos em bares, restaurantes ou lanchonetes, em festejos juninos de 2018, alcança R$ 160, em valores reais de abril de 2018.

Comércio também apresenta visão otimista para São João 2018 - Se a intenção de consumo dos pernambucanos é positiva, a dos gestores e empresários também acompanham a tendência. De acordo com a sondagem, observa-se que 51,2% dos representantes de estabelecimentos do comércio varejista entrevistados e 41,5% daqueles dos serviços de alimentação apostam em um melhor volume de vendas em 2018. Tais expectativas se mantêm diante da economia permanecer em ritmo lento de recuperação e o mercado de trabalho ainda se mostrar bastante adverso, em termos de taxa de desocupação, e de modesto crescimento da massa salarial.

No que diz respeito à expectativa do volume de vendas no comércio varejista por tipo de estabelecimento, os empresários/gestores com lojas localizadas em shopping centers são os que mais acreditam na melhoria das vendas para os festejos juninos, com 52,9% opinando que os negócios deverão ser melhores que os do mesmo período de 2017. Nos estabelecimentos do comércio tradicional, essa expectativa é apontada por 50,5% dos consultados, sendo também esperado, por 26,9% dos consultados nesse segmento, que o volume de vendas por ocasião das festividades do mês de junho venha a se manter no mesmo nível observado no ano passado.

As expectativas mais otimistas sobre o volume de vendas levaram empresários/gestores, tanto do comércio varejista quanto dos serviços de alimentação, a estimarem um crescimento de 5,0% e 3,0%, respectivamente, em relação ao mesmo período em 2017. Um dos aspectos que revela essas expectativas quanto à retomada da economia pode ser avaliado pela intenção de contratar mão de obra temporária. A pesquisa apresenta que apenas 11,9% dos empresários do comércio varejista irão contratar ou já contrataram funcionários por tempo determinado, proporção praticamente semelhante entre os estabelecimentos do comércio tradicional e de shopping centers. Quanto a serviços de alimentação, a parcela de gestores com intenção de contratar esse tipo de mão de obra corresponde a 8,6%, parcela maior em estabelecimentos localizados em áreas do comércio tradicional, com 9,0%, enquanto nos situados em shoppings alcança 7,7%.

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