Paciente precisando de cirurgia no HGV em Recife

O paciente Thiago da Silva Soares encontra-se internado no Hospital Getúlio Vargas depois de sofrer acidente de moto no mês de agosto. Segundo informações dos familiares e amigos, o motociclista está no aguardo de duas cirurgias no setor de ortopedia do HGV. Os conhecidos do jovem estão preocupados com a demora.

Resposta:

NOTA // HGV - A direção do Hospital Getúlio Vargas (HGV) informa que o paciente Thiago da Silva Soares segue em observação na enfermaria destinada a pacientes com fraturas ortopédicas e realizando os exames de avaliação e acompanhamento do quadro clínico. Sobre a realização da cirurgia do paciente, que possui uma fratura no joelho, o HGV esclarece que o procedimento está programado para a próxima quarta-feira (03.10). 

É importante destacar que na última semana o Hospital Getúlio Vargas passou por uma reorganização em seu atendimento devido a paralisação dos residentes da unidade, que já retornaram as atividades na última sexta-feira (21.09). A unidade de saúde continuou em funcionamento, garantindo a assistência à população, realizando atendimentos de urgência e ambulatoriais e fazendo procedimentos cirúrgicos. Mesmo com a paralisação dos residentes, nenhum serviço foi suspenso. Para isso, foram adotadas medidas que incluíram: a reorganização da escala de preceptores para o atendimento dos casos de urgência, evoluções de pacientes internos e realização de procedimentos cirúrgicos. Importante destacar que a unidade vem aumentando, mês a mês, o número de procedimentos. Para se ter ideia, no mês de agosto foi registrado um aumento de 4,6% nas cirurgias de urgência (540 em agosto, contra 516 em julho). Já os procedimentos eletivos registraram um acréscimo de  21,6% (720 em agosto e 592 no mês anterior).

A direção do Hospital Getúlio Vargas ressalta, ainda, que inaugurou na última segunda-feira (24.08) sua nova emergência, que vai, ampliar a capacidade do setor, trazendo mais conforto para pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. Por fim, a direção do HGV reforça que está à disposição dos familiares do paciente para esclarecimentos. 

Com informações da assessoria de imprensa

Sob gritos de "Graça guerreira", multidão se despede de Graça Araújo

Ao som de gritos de "Graça guerreira!", música religiosa e muitos aplausos guiados pela melodia pungente de uma sanfona, uma multidão se despediu da apresentadora de TV e jornalista Graça Araújo, no meio da tarde deste domingo (9). Com uma bandeira sobre o féretro, o corpo de Graça foi conduzido, dentro do Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, para o crematório. A jornalista faleceu no início da tarde desse sábado (8) aos 62 anos, em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico extenso após ter passado mal na noite da última quinta-feira (6) quando estava na academia de ginástica, em Boa Viagem, no Recife.

Durante todo o velório, iniciado na noite desse sábado, milhares de pessoas, entre amigos, fãs e familiares, passaram pelo cemitério para dar o último adeus à jornalista. Uma hora antes da cremação, marcada para as 16h, houve um culto evangélico celebrado pelo reverendo Ivan Rocha, da Igreja Episcopal Carismática. A cremação foi restrita à família. "De Graça fica a graça. Era nosso esteio, nosso orgulho, nossa paixão. Ficamos sem graça. Uma vida totalmente sem Graça", desabafou a irmã da jornalista Conceição Araújo.

Por: Portal FolhaPE, com informações de Etiene Ramos e Maiara Melo

Novo site da Abav-SP fica mais interativo com o agente de viagem

Entidade lança mais uma ferramenta promocional, que vem ao encontro das perspectivas de fortalecimento do turismo. O novo site apresenta todas as associadas, benefícios oferecidos, cadastro de associação, notícias, serviços, ofertas de emprego, calendário de eventos e cursos; canal de ouvidoria; assessoria jurídica gratuita, conteúdo jornalístico e Abav School. Também oferece um blog multimídia sobre o setor.

O bate-papo online permite interatividade com os visitantes, que podem enviar depoimentos, mensagens e arquivos. Outra novidade é a área restrita do associado, onde poderá ter acesso às informações complementares dos fóruns, reuniões, documentos, ações da empresa e debates.

De acordo com Edmilson Romão, presidente da Abav-SP, a ferramenta aproxima agente de viagens e entidade. A página é mais uma forma de atender as demandas do setor. “A porta de entrada de uma empresa é o seu site. Daí a importância da associação ter um endereço que apresenta com qualidade todos os atributos da organização. Objetivo da Abav-SP é ser porta-voz das reivindicações dos agentes de viagens paulistas”, comenta o presidente.

Leandro Begoti, gerente da associação, destacou que cerca de 80% das consultas feitas à secretaria da entidade são ligações e e-mail de consumidores, pessoas físicas e jurídicas, que indagam se a agência é ou não associada. Com esse cenário, a Abav-SP desenvolveu no site um sistema de busca por agências associadas. O projeto também será ferramenta de difusão da campanha “agente.com.você”, patenteada pela Abav Nacional. A ação já é utilizada na página do Facebook, no Twitter e, agora, no Instagram.

A Abav-SP oferece diversos benefícios para seus associados, desde atendimento odontológico até descontos em graduações nas melhores universidades do Estado. Atualmente, a entidade reúne cerca de 414 associados - 313 na capital e 101 no interior.

Coluna #PautaPolíticaPE desta segunda-feira

Novas adesões na campanha de Armando Monteiro - Em mais uma adesão, prefeita de Mirandiba, Rose Cléa (PSD), anunciou apoio a Armando Monteiro. Ele que vem conseguindo unir dezenas de lideranças do Sertão, inclusive vinculadas à base governista, em torno de sua candidatura a governador de Pernambuco. Em Mirandiba, em um ato histórico na cidade, a Frente de Oposições esteve junto com diversos grupos rivais no ato de apoio a Armando, ao lado dos vereadores Josa de Pedro, João Paulo, João de Fortunato, Jason, Nelinho, Jair da Barreira, Henrique de Sirilo, o ex-prefeito João Batista e os ex-vereadores Menininho e Cassiano. Já no município de Carnaubeira da Penha, o senador Armando, conseguiu fazer outro feito, colocou no mesmo palanque os principais grupos de oposição e que são adversários, entre eles, Major Jackson e o Capitão Fradique. A prefeita de Calumbi, Sandra Magalhães, Sandra da Farmácia, do PT, foi outra liderança que integra a campanha do petebista. 

Dani Portela visita interior em domingo de atividades de rua -  A candidata ao governo de Pernambuco pela coligação “A esperança não tem medo” (PSOL/PCB), Dani Portela, esteve na manhã deste domingo (9) prestigiando a tradicional missa do vaqueiro de Surubim,, realizada no Parque J. Galdino. Ao lado dos candidatos a deputados estaduais Jerônimo Galvão e Joelma Carla da Juntas co-deputadas, ela acompanhou o desfile do vaqueiro que contou com centenas de participantes pelas ruas da cidade. “Me sinto muito honrada em participar de uma festa tão bonita, que mostra em cada detalhe a profissão de fé do nosso povo do interior”, afirma Dani. À tarde, a candidata esteve em reunião na cooperativa de agricultura familiar da comunidade de Sapucarana, em Bezerros. Ao lado do candidato a deputado federal Paulo Rubem Santiago, Dani Portela mostrou suas propostas para o fomento da atividade agrícola e incentivo aos pequenos produtores. “A nossa plataforma de governo coloca o pequeno produtor como mola mestra para o desenvolvimento econômico descentralizado. Valorizando a agricultura familiar é possível gerar emprego e renda, desenvolvendo nossas cidades e fazendo a economia girar melhor”, completou.

Inesc analisa o perfil das candidaturas a partir do cruzamento de dados estatísticos do TSE

Inesc analisa o perfil das candidaturas com relação a gênero, raça/cor e faixa etária, a partir do cruzamento de dados estatísticos do TSE. Cresce diversidade de candidaturas, mas machismo e racismo continuam desequilibrando a disputa eleitoral.

O perfil das candidatas e candidatos às Eleições 2018 apresenta alguma mudança em relação ao último pleito em 2014, mas os desafios às candidaturas de mulheres, negros, negras e indígenas continuam.

As mulheres ainda são minoria nas Eleições - Do total de 27.835 candidaturas para todos os cargos, 69% são de homens e apenas 31% de mulheres. Os partidos com maior quantidade de mulheres são o PMB (39,42%) e o PSTU (38,39%), e os que contam com menor número de mulheres são o PSL (28,29%), PPL (28,31%) e o DEM (28,38%).

No segmento juventude, a proporção de mulheres é maior: elas são 51% na faixa de 20 a 24 anos (242 candidatas) e 44% na faixa de 25 a 29 anos (435 candidatas). Os homens são maioria nas faixas de 65 a 69 anos, com 74% (913 candidatos) e 72% na faixa de 60 a 64 anos (1.671 candidatos).

Se considerarmos os candidatos entre 30 e 59 anos (21964 candidaturas), a média é a estipulada pelas cotas previstas na Lei 9.504/97: proporção de 70% homens para 30% mulheres, lembrando que a faixa de 40 a 54 anos concentra o maior número de candidaturas (13.021).

Com relação à proporção de mulheres por cargo concorrido, observa-se sua baixa presença, muito menos do que o mínimo de 30%, em cargos como governador (14,57%), presidente (15,38%) e senador (17,24%). Já para o Legislativo, a média se mantém nos 30% definidos pela Lei.

Por Carmela Zigoni, assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)

Mortalidade infantil e materna voltam a crescer

Após um período de declínio na taxa de mortalidade infantil, entre 2010 e 2015, o indicador voltou a crescer em 2016, de acordo com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). A mortalidade materna também apresentou aumento nesse mesmo período. A crise econômica, o ajuste fiscal e o corte em investimentos na saúde e em programas sociais são apontados pela Abrasco como possíveis fatores para o retrocesso.

A partir de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, a instituição constatou que os coeficientes de mortalidade infantil (CMI), no primeiro ano de vida, apresentaram aumento nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do país.

Entre 2015 e 2016, o CMI aumentou em 2,4%, com elevação da taxa de 12,4 para 12,7 óbitos por 1000 nascidos vivos, apesar de ter havido uma redução de mortes infantis nesse mesmo período. O aumento da taxa, de acordo com a Associação, se justifica pela retração do número de nascidos vivos no período analisado: 3.017.668 em 2015 e 2.857.800 em 2016.

Entre os óbitos com causas definidas, o número de mortes infantis por diarreia, que vinha caindo progressivamente entre 2010 e 2015, aumentou em 2016 em todas as regiões, com exceção apenas da Sul.

Já o percentual de óbitos infantis sem definição da causa básica variou de 2,2% para 2,6% no Brasil, sendo no período pós-neonatal (óbitos de 28 a 364 dias de vida), a variação foi de 5,9% para 7,0%. Apenas na região Norte não se verificou aumento deste indicador entre os anos 2015 e 2016;

A Associação ressalta que ainda é “prematuro afirmar que esse aumento da mortalidade infantil será mantido nos próximos anos”, mas destaca que a reversão da tendência de queda foi puxada pelos óbitos no período pós-neonatal, que ocorrem “em consequência da exposição a fatores externos associados à piora das condições de vida e do acesso a serviços de saúde.”

“A piora no acesso à assistência médica, consequências prováveis dos cortes no SUS e em programas sociais”, é citada pela pesquisadora Celia Landmann Szwarcwald, da Fundação Oswaldo Cruz, como um dos possíveis fatores para a elevação da taxa de mortalidade infantil.

“Embora não tenhamos dados de mortalidade posteriores ao ano de 2016 para afirmar que existe uma reversão na tendência da taxa de mortalidade infantil, os aumentos pontuais em causas específicas são sinais claros da crise socioeconômica, e dos cortes de recursos nos programas sociais e no SUS”, alerta.

Desde que Michel Temer assumiu o governo, em 2016, os programas sociais vêm sofrendo diversos ataques. Um bom exemplo é o Bolsa Família, responsável por tirar o país do mapa da fome, que foi um dos mais atingidos pelos cortes do presidente ilegítimo. Quase um milhão de famílias que recebiam em torno de R$170,00 perderam o auxílio.

Outro ponto destacado pela Abrasco refere-se à redução da cobertura vacinal. O Brasil já chegou a alcançar a meta do Ministério da Saúde de imunizar 95% das crianças do país, durante o governo Dilma Rousseff. Na gestão de Temer, no entanto, a vacinação infantil apresentou os piores índices em pelo menos 16 anos.

Em 2017, todas as vacinas indicadas a menores de um ano tiveram índices abaixo da meta. Fora a BCG, com 91,4%, as demais agora apresentam alcances que variam entre 70% e 83,6%. Os dados são do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“O Brasil está assistindo a estes aumentos [da mortalidade] e à queda nas coberturas de imunização e o risco do surgimento de epidemias de doenças já controladas no passado”, pontua a Associação.

Mortalidade Materna - A taxa de mortalidade materna no Brasil, que estava em torno de 62 por 100.000 nascidos vivos em 2015 também apresentou piora. Os dados mais recentes mostram que em 2017 o coeficiente subiu para 64 por 100.000 nascidos vivos, aumento esse que foi maior no Norte e Nordeste, de acordo com o Ministério da Saúde.

A mortalidade materna, segundo a Abrasco, “está sofrendo os mesmos efeitos dos fatores associados ao aumento da mortalidade infantil, como a crise econômica, o ajuste fiscal e os cortes de investimentos em saúde”.

Para a coordenadora da pesquisa nacional “Nascer no Brasil”, Maria do Carmo Leal, “oportunidades estão sendo perdidas para identificar mulheres de risco durante o pré-natal e dar a elas um tratamento especial, como recomendado.” Além da atenção à saúde da mulher em todo o período gestacional, ela salienta a necessidade de criminalização do aborto, que aparece como uma das principais causas de morte materna no país.

“Para baixar a mortalidade materna é necessário que os serviços de saúde atendam com atenção e qualidade durante a gestação, parto e puerpério e a população, de um modo geral, dê o devido valor à mulher e respeitem sua autonomia reprodutiva, eliminando o aborto inseguro”, completa.

A mortalidade materna, assim como outros indicadores, atinge as mulheres de forma desigual no Brasil, com recorte de raça e classe social, segundo a médica Sandra Valongueiro, especialista em Saúde Materna da Universidade Federal de Pernambuco. Ela destaca que no estado onde atua, 77% dos óbitos maternos em 2016 foram entre mulheres negras.

“A morte materna evitável atinge de forma desigual as mulheres vulneráveis, expostas ao modelo de atenção médico-centrado, permeado por racismo institucional, e que está engatinhando em assumir as evidências científicas como estratégia de acolhimento e cuidado”, finaliza.

Por Geisa Marques, da Comunicação Elas por Elas, com informações da Abrasco